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Óbidos recebeu milhares de visitantes no Santo Antão

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A ermida de Santo Antão, em Óbidos, encheu-se no passado dia 17 de fiéis e ateus para celebrar a festa do “Chouriço”, que reuniu milhares de pessoas numa “peregrinação” secular que conjuga o puro convívio e a tradição de prestar um tributo ao protector do gado e, nos tempos actuais, aos animais domésticos e até […]

A ermida de Santo Antão, em Óbidos, encheu-se no passado dia 17 de fiéis e ateus para celebrar a festa do “Chouriço”, que reuniu milhares de pessoas numa “peregrinação” secular que conjuga o puro convívio e a tradição de prestar um tributo ao protector do gado e, nos tempos actuais, aos animais domésticos e até às pessoas mais chegadas. Milhares de pessoas incluindo idosos e crianças sobem todos os anos 150 degraus para chegar à ermida de Santo Antão no cimo de um amplo cabeço, com cerca de 80 metros de altura. O percurso é difícil, mas rapidamente as pessoas recuperam a energia com o chouriço assado e o vinho da terra, mas também com o convívio. É na festa que compram ou consigo levam os chouriços que assam no cimo do outeiro e que acompanham com vinho da região. Trata-se de uma festa que mistura a componente religiosa com o convívio, onde as pessoas comem, bebem e divertem-se à volta de diversas fogueiras espalhadas pelo recinto. A missa na capela de Santo Antão começou ao meio-dia e terminou bem a tempo de se começar a assar o chouriço para o almoço. Também neste dia são entregues esmolas e imagens de animais em cera, no pedido de protecção dos animais ou em retribuição da ajuda prestada em alguma altura de aflição. No caso de doença, ou de desejo que tudo corra bem com os animais, não há nada, como fazer uma promessa a Santo Antão. As velas ou imagens de animais em cera são queimadas no tabuleiro ou são depositadas aos pés da imagem do Santo. Fitas cor-de-rosa devem ser amarradas à cabeça dos animais para ficarem protegidos contra qualquer mal. Estas fitas designadas, entre os romeiros, por “sacramentais” são previamente benzidas. As promessas são pagas na casa de esmolas ou na sacristia. No mesmo local, vendedores de pinhões, laranjas, chouriços, cavacas e outros produtos tradicionais dão origem a uma feira. À animação, junta-se a música dos acordeões, prolongando a festa até ao pôr-do-sol. Marlene Sousa

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