Como muitos sabem, ou tem a obrigação de saber, a língua portuguesa está cheia de frases feitas que são autênticas pérolas. Para que não incite os leitores a sentirem-se excessivamente orgulhosos é pertinente esclarecer que de frases curiosas as há em todas elas, umas quase decalcadas de outro lado qualquer se bem que, em certos casos são mesmo específicas, por serem referências a costumes locais. Esta da carapuça, para nós, tem o sabor de uma coisa só nossa, e seja ou não, no fundo não interessa. Conhecendo as pessoas que nos rodeiam, sejam elas concretamente conhecidos nossos ou totalmente ignotos, pois que o comportamento geral é bastante coincidente, sei que existe uma certa obsessão por tudo aquilo que possa parecer um desafio à perspicácia de cada um. E uma das formas de satisfazer esta morbidez é dar aos escritos um ar de conter uma mensagem escondida. Como quero ter os leitores contentes é frequente que utilize este recurso, apesar de que, como também espero que ganhem o prémio, as mais das ocasiões o gato tem um grande rabo de fora, com o que se torna muito fácil descortinar o que estou dizendo. Mas o gozo não termina aqui, muito pelo contrário, Não tem conto as vezes em que, comentando cara-a-cara um destes meus escritos, oiço que aquilo que descobriram, além de não ter qualquer sentido, não está nem sequer perto do que as minhas pistas davam para entender. Se, quando novos, tivessem seguido as histórias do Inspector Varatojo, ou fossem leitores compulsivos de romances policiais com certeza que acertavam à primeira. Por isso não tem nada de especial verificar que para aquela carapuça que anda pelo ar há mais de um que sente que lhe serve, ou que imagina que a lançaram no intuito de lhe acertar. Qualquer um de nós sabe que é assim, desde o tempo da escola. Dá para pensar naquele relato bíblico que desafia aos presentes para atirarem a primeira pedra. E quando passeamos a caneta, ou o teclado neste momento, por zonas por donde circulam personagens com responsabilidades políticas a qualquer nível, para que todos fiquem bem fornecidos, é aconselhável atirar um bom punhado de carapuças, como se fosse arroz num casamento. Alberto Virella
Enfiar a carapuça
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