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Empresa de Peniche regista subida de 20% nas exportações

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A empresa de Peniche de transformação de peixe congelado Nigel fechou o ano de 2010 com uma subida de quase 20% nas vendas para o mercado externo, face ao ano anterior. No total, a facturação ultrapassou os 13 milhões de euros, representando um crescimento de cerca de 4,6% relativamente a 2009, facto que se justifica […]

A empresa de Peniche de transformação de peixe congelado Nigel fechou o ano de 2010 com uma subida de quase 20% nas vendas para o mercado externo, face ao ano anterior. No total, a facturação ultrapassou os 13 milhões de euros, representando um crescimento de cerca de 4,6% relativamente a 2009, facto que se justifica sobretudo pelo aumento das exportações. Para 2011, as perspectivas são animadoras para a empresa, ancoradas novamente no mercado estrangeiro, onde a Nigel já tem um historial de mais de 40 anos. “Os objectivos para este ano são de crescimento, sobretudo ao nível das exportações, uma vez que a presença da NIGEL é já bastante sólida em países como Estados Unidos, França, Inglaterra, Brasil e África do Sul, por exemplo. Ao nível interno, com a retracção da economia, vamos aguardar pela resposta do mercado, mas procuraremos manter os números do ano passado”, explica o director, Nuno Nicolau. A aposta nas exportações desta empresa familiar, que emprega cerca de uma centena de pessoas, representa, aliás, 45% do total. Especialista na comercialização de peixe congelado, a Nigel lançou, recentemente, para o mercado, uma gama de cinco refeições de peixe prontas a comer, que apenas necessitam de 15 minutos no micro-ondas ou meia hora no forno, numa perspectiva de ir ao encontro das necessidades do consumidor final. Criadas para colmatar uma lacuna na oferta, ao nível de refeições de peixe, para além do bacalhau, as receitas “Polvo à Lagareiro”, “Medalhões de Pescada”, “Filetes de Sardinha à Pescador”, “Filetes de Red Fish Dourado” e “Filetes de Sardinha à Marinheiro” são confeccionadas com peixes e ingredientes submetidos a rigorosos testes de qualidade. “O objectivo é oferecer receitas de peixe tradicionais portuguesas, dando uma resposta pronta aos consumidores que, por comodidade ou falta de tempo, não cozinham estes pratos no seu dia-a-dia. E a aceitação está a ser superior às expectativas, sendo o polvo o mais procurado”, refere o responsável da Nigel. Existente há mais de meio século, a empresa foi criada por José Nicolau, avô de Nuno Nicolau, que começou por comercializar peixe, sobretudo carapau e sardinha, na região de Peniche e Torres Vedras. O crescimento exponencial nos anos seguintes possibilitou que a empresa avançasse para fora de portas, no final da década de 60, para os mercados dos Estados Unidos e Canadá, evolução que se manteve até aos dias de hoje, com as exportações a serem dirigidas para cerca de 20 países espalhados pelos cinco continentes. Actualmente, a Nigel comercializa mais de 180 espécies de peixe – o seu core business – assim como marisco, pré-congelados e legumes. Se para o mercado externo, cerca de 80% dos produtos são comercializados com a marca Nigel, através de grandes distribuidores, a nível interno, a empresa tem trabalhado com o mercado específico das peixarias, profissionais de catering e com o canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés). Nos últimos anos, os seus produtos passaram a ser comercializados para as grandes distribuidoras, mas com as marcas próprias, daí que a marca Nigel não seja ainda tão reconhecida pelo consumidor. Com o lançamento das refeições prontas, a estratégia da Nigel é agora aproximar-se do cliente final, “que não tem tempo para cozinhar e procura, ainda assim, pratos tradicionais com ingredientes de qualidade”, sublinha Nuno Nicolau. Francisco Gomes

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