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Trabalhadores da Câmara ameaçam fazer greve

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Os representantes sindicais dos trabalhadores da Câmara das Caldas vão dar uma semana para que o presidente da autarquia regularize a situação do pagamento de horas extraordinárias, actualização salarial e equipamento individual, caso contrário poderão partir para uma greve ou outras formas de luta. Manuel Pereira, dirigente sindical do STAL, revelou ao JORNAL das CALDAS […]
Trabalhadores da Câmara ameaçam fazer greve

Os representantes sindicais dos trabalhadores da Câmara das Caldas vão dar uma semana para que o presidente da autarquia regularize a situação do pagamento de horas extraordinárias, actualização salarial e equipamento individual, caso contrário poderão partir para uma greve ou outras formas de luta. Manuel Pereira, dirigente sindical do STAL, revelou ao JORNAL das CALDAS que foi pedida uma reunião com carácter de urgência e que deverá ser realizada até à semana de 24 a 29 de Janeiro, altura em que o sindicato terá reuniões diárias com os operários. “Estamos à espera de uma reunião com o senhor presidente da Câmara para falarmos do trabalho extra com pagamentos em atraso, subsídios de turno e equipamento individual para os trabalhadores. Queremos saber também quando é que a Câmara tenciona fazer a opção gestionária, agora que aprovou verba em orçamento para a fazer”, disse. Manuel Pereira avisa que a reunião “pedida com carácter de urgência, terá de ser realizada até há semana de 24 a 29 de Janeiro, porque teremos reuniões diárias com os trabalhadores e eles precisam de resposta para decidir formas de luta”. O dirigente sindical considera que “o diálogo é a melhor forma de resolver este problema, mas terá de haver abertura por parte da Câmara” e “aguardamos uma semana, caso contrário faremos formas de luta que sejam convenientes”. Caso esta via não se concretize “os trabalhadores podem partir para a paralisação”, uma vez que “não se compreende como é que ganhem o salário mínimo nacional”. Manuel Pereira revelou também que existem trabalhadores que não recebem horas extraordinárias desde Fevereiro de 2010, mas que haverá um despacho do presidente da autarquia que autoriza esse pagamento. “Sei que há um despacho para serem pagas as horas extraordinárias, mas queremos que as horas extraordinárias sejam pagas no mês seguinte à sua realização como manda a Lei. As horas extraordinárias são feitas porque os trabalhadores precisam de ganhar dinheiro e têm baixos salários”, disse. Por último o sindicalista falou sobre a falta de fardamento dos funcionários que desenvolvem o serviço de recolha de resíduos sólidos urbanos. “O pessoal da recolha de resíduos sólidos precisa de equipamento de protecção individual, como calças, casacos, luvas e botas, porque mexem com resíduos que desconhecem e podem sofrer um acidente qualquer”. Também o subsídio de turno “não lhes é pago” embora “os trabalhadores tenham um horário compatível com esse tipo de pagamento”. Há cerca de duas semanas o deputado Vítor Fernandes PCP visitou as instalações municipais e já fez um comunicado à população, ficando para a reunião da Assembleia Municipal, em Fevereiro, um requerimento, exigindo explicações por parte da Câmara para as condições de trabalho do operários. Carlos Barroso

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