Decorreu no passado dia 13, em Óbidos, a assinatura da escritura da Associação que vai gerir a Rede Economias Criativas (REC) e que, para além de Óbidos integra os municípios de Guimarães, Tondela, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Novo, Seia e a Fundação Bissaya Barreto (de Coimbra). Esta Rede, aprovada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, no âmbito da candidatura às Redes para a Competitividade e Inovação, pretende, até 2013, concretizar projectos individuais ou comuns no valor de nove milhões de euros. A associação gestora, sedeada em Óbidos, irá trabalhar para “desenvolver a economia da criatividade nos territórios parceiros”, afirmou o presidente da câmara de Óbidos, Telmo Faria. Entre os vários investimentos destacam-se os projectos que estimulam o empreendedorismo e que apoiam a fixação de indústrias criativas nos concelhos pertencentes a esta rede. Os investimentos têm que ser concretizados até Dezembro de 2013. Os projectos comuns, bem como os projectos individuais, visam apoiar e incrementar iniciativas de valorização do desenvolvimento de infra-estruturas tecnológicas e criativas, no domínio da cultura e da educação, incluindo a realização de acções que venham a consolidar a rede de equipamentos para a instalação de agentes e parceiros na promoção da criatividade e da inovação. Do investimento de nove milhões de euros, 2,5 milhões serão aplicados em projectos comuns, como a criação de um canal de televisão com conteúdos elaborados por alunos das escolas de todos os concelhos. “A ideia é fazer uma experiência com as escolas da rede com o objectivo de levar as crianças a desenvolver conteúdos e organizarem os seus programas de televisão”, explicou Telmo Faria, acrescentando que o objectivo é “durante três anos ensaiar este projecto e alargá-lo a todas as escolas do país”. Outros projectos comuns dos parceiros da rede são workshops, pesquisas, formação, seminários, entre outros eventos, na promoção da criatividade e da inovação. Nos projectos individuais, a principal fatia do investimento caberá ao município de Óbidos, com uma candidatura de 1,6 milhões de euros para a construção da “Praça da criatividade”. A intervenção engloba a requalificação da entrada da vila, com a transformação dos antigos silos da EPAC e do antigo quartel dos bombeiros em “armazéns d’ideias” e uma “Creative box”, com que o autarca pretende “atrair novos criativos à vila”. Segundo o autarca, o armazém d’ideias será um espaço multiuso, para conferências, reuniões, eventos e festas. O “Creative box” será um espaço que dará a possibilidade a artistas de trabalhar com “projecto rooms”, para fazerem “instalações durante estadias temporárias” e espaços “para empresas poderem incubar e testar os seus negócios”. O presidente da Câmara revelou ainda que vão para já avançar dentro de muito pouco tempo com a reabilitação do edifício onde está a farmácia, que também é destinado para empresas e criativos ocuparem com os seus negócios, um pouco na linha do ABC que fizeram nas Gaeiras. “Queremos abrir mais espaços para atrair a classe criativa para Óbidos”, apontou. Telmo Faria disse que pretendem dar início à requalificação da entrada da vila no Verão. “Fizemos um trabalho que começou na Cerca depois atravessou todo o interior da Vila de Óbidos com a recuperação de muitos edifícios e agora eu quero aproveitar o QREN para requalificar toda a entrada de Óbidos”, descreveu, adiantando que quer “uma entrada para a vila completamente diferente, com pessoas, esplanadas e coisas a acontecer”. “Nós queremos que as pessoas que cheguem a Óbidos para além de ver uma muralha que é um símbolo do passado, sintam que há vida”, sublinhou. Segundo adiantou, o autarca, agora com a Associação Gestora da rede criada o passo seguinte, será “protocolar com a Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro o pagamento das verbas”, comparticipadas pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) a 65 por cento. Quanto a alguns dos projectos dos parceiros, Montemor-o-Novo avançará com a criação de um Centro Nacional de Artes transdisciplinares (CNAT), a criação de um centro nacional de recursos artísticos ou de incubadoras de indústrias criativas de base tecnológica e residências Artísticas e Salas de Ensaio. Montemor-o-Novo pretende com estes projectos oferecer um conjunto de serviços diferenciados, com base em tecnologias avançadas que suportem a qualidade e incentivem a inovação da produção cultural do Cluster Ruas de Cultura. Tondela tem como projectos a construção de um ateliê/oficina multidisciplinar de idealização e construção cenográfica de um Centro de incubação e residência para a criatividade. Marlene Sousa
Criada a Associação que vai gerir a Rede Economias Criativas (REC)
20 de Janeiro, 2011
Decorreu no passado dia 13, em Óbidos, a assinatura da escritura da Associação que vai gerir a Rede Economias Criativas (REC) e que, para além de Óbidos integra os municípios de Guimarães, Tondela, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Novo, Seia e a Fundação Bissaya Barreto (de Coimbra). Esta Rede, aprovada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, […]
Criada a Associação que vai gerir a Rede Economias Criativas (REC)
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