Em Alvorninha a preocupação com as questões de saúde está em cima da mesa, com o presidente da Junta a esperar que a directora do ACES Oeste Norte cumpra o que prometeu, ter mais um médico na freguesia. “Acabamos o 2010 com um médico todos os dias, mas médica acabou o contrato e neste momento temos uma médica um dia inteiro e temos outra médica dois meios dias. Estamos a lutar, porque isto não nos serve e não nos chega. Precisamos de um médico para os 1600 utentes que temos. Isto é manifestamente pouco para aquilo que são as necessidades das pessoas”, afirmou Virgílio Santos. O autarca considerou que a sua freguesia tem características diferentes das restantes porque tem uma população envelhecida e com pouca mobilidade. “Se há pessoas que conseguem mobilidade até aos serviços de saúde nas Caldas, a grande maioria destes 1600 utentes de Alvorninha não tem essa possibilidade. São uma população idosa, não tem outros recursos que não seja os serviços da Associação de Desenvolvimento e da Junta, que os traz e leva a casa sempre que precisam de ir à Extensão de Saúde, com todas as dificuldades que isso acarreta para as instituições, mas fazemo-lo com todo o gosto. As pessoas em Alvorninha não têm dinheiro para irem de táxi para as Caldas e não há outra forma de resolver o problema que não seja ter aqui um médico”, disse. Virgílio Santos, apesar de se mostrar preocupado, diz acreditar na directora do Agrupamento de Centros de Saúde, que também tem dificuldades porque não há médicos. “A senhora directora diz que com os médicos que tem agora não consegue fazer mais. Ela prometeu e tenho de acreditar nela, porque cumpriu no ano passado com aquilo que prometeu. Quando teve oportunidade colocou um médico todos os dias em Alvorninha. Só tenho pena que tivesse sido apenas durante poucos meses”, afirmou. O presidente da Junta sublinha que a população, face a esta ausência de médico, começa a sentir problemas relacionados com diabetes, tratamentos e acompanhamentos que são necessários ter diariamente. “Não vale a pena andarmos por um lado a prolongar a vida às pessoas se não reunirmos condições para que esse prolongamento não seja feito com qualidade e com os serviços que as pessoas têm direito. As pessoas devem viver mais com qualidade e não podem estar sozinhas em casa, sem dinheiro e dependentes. O Estado tem de assegurar este serviço. Para a saúde e educação tem de haver dinheiro”, concluiu. Carlos Barroso
Alvorninha à espera de mais um médico
20 de Janeiro, 2011
Em Alvorninha a preocupação com as questões de saúde está em cima da mesa, com o presidente da Junta a esperar que a directora do ACES Oeste Norte cumpra o que prometeu, ter mais um médico na freguesia. “Acabamos o 2010 com um médico todos os dias, mas médica acabou o contrato e neste momento […]
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