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Actividades extracurriculares podem acabar nas escolas privadas com contrato de associação

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As actividades extracurriculares das escolas privadas com contrato de associação com o Estado vão diminuir, ou mesmo deixar de existir, para reduzir a massa salarial, adiantou fonte da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP). A mesma fonte disse que “os professores vão cumprir as 22 horas [semanais contratualizadas], mas não mais do que isso”, […]

As actividades extracurriculares das escolas privadas com contrato de associação com o Estado vão diminuir, ou mesmo deixar de existir, para reduzir a massa salarial, adiantou fonte da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP). A mesma fonte disse que “os professores vão cumprir as 22 horas [semanais contratualizadas], mas não mais do que isso”, o que significa que “as actividades extracurriculares, como o Estudo Acompanhado, os clubes de matemática, de desenho, de desporto, vão acabar ou, pelo menos, diminuir”. Quanto aos despedimentos, a associação refere que “eles já estão a acontecer em algumas escolas” privadas com contrato de associação, uma vez que as instituições não conseguem fazer face às despesas. Em comunicado emitido na semana passada, a AEEP afirma que “não propôs, para as tabelas salariais a vigorar em 2011, a diminuição dos valores” das categorias profissionais de docentes e não docentes. Mas, em relação às consequências do corte de financiamento no contrato de associação a partir de Janeiro de 2011, a AEEP explica que “este implica, necessariamente, em muitas escolas, a diminuição da massa salarial mensal”, acrescentando que, por causa da redução do financiamento, “há já reduções no sector”. No entanto, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que se reuniu com a associação, comunicou que a AEEP garantiu estar “disposta a encontrar soluções” para todos os professores. Mário Nogueira, líder da Fenprof, disse que estaria contra “se essas soluções passassem por reduzir o salário aos professores do ensino particular”, ou se implicassem despedimentos, ao que a AEEP terá respondido que “não haveria cortes nem despedimentos”, declaração que ficou “registada em acta”. A AEEP ter-se-á ainda comprometido, assegura Mário Nogueira, a “enviar à Fenprof, atempadamente, ou seja, até esta semana, as propostas globais de revisão do contrato”, uma vez que os sindicatos regionais estão a organizar plenários de professores do ensino particular.

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