Vultos da República 12º. Artigo Por Luís Manuel Tudella João Pinheiro Chagas nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 1 de Setembro de 1863, filho de João Pinheiro Chagas emigrante e de sua mulher Maria Amélia Rosa Pereira, oriundos de famílias liberais, que foram obrigados a emigrar aquando do período das lutas civis. Foi jornalista, escritor, diplomata e “conspirador”. Foi primeiro que tudo um Republicano liberal o que por diversas vezes lhe custou a prisão e o exílio. Veio para Portugal, onde foi educado na cidade de Lisboa e depois radicou-se na cidade do Porto, dedicando-se ao jornalismo, entrando no ano de 1883 para a redacção do “Primeiro de Janeiro”. O tempo que exerceu no Porto deu-lhe celebridade, imprimindo um estilo de escrita notável, manifestando-se pelas suas brilhantes qualidades literárias. Mais tarde radicou-se em Lisboa, tendo colaborado nos jornais “”Dia”, “Tempo” e “Correio da Noite”. Fundou o jornal “República Portuguesa”, distinguindo-se na polémica política enérgica contra as instituições, pela sua acutilância da argumentação, pela forma artística que dava aos artigos, desferindo fortes ataques à Monarquia, e à maneira como foi resolvido o Ultimato Inglês no ano de 1890. Fruto dos artigos acutilantes que entretanto tinha escrito, foi alvo de diversos processos que o levaram à prisão por dez dias, em 26 de Janeiro de 1891, sentença esta que estava cumprindo aquando da revolta no Porto, sendo considerado um dos promotores e cúmplices da revolta. Foi julgado e condenado a 4 anos de prisão ou 6 anos de degredo. Em Setembro de 1891 embarca para Angola (Moçamedes), para cumprir a sua pena, lá tentou pôr em prática um plano de evasão que se gorou. Consegue evadir-se do seu cárcere no dia 1 de Novembro, chegando a Paris a 15 de Janeiro de 1892, após diversas peripécias narradas no seu livro “Trabalhos forçados”. Sendo uma pessoa de espírito irrequieto e bastante audacioso, em Fevereiro, vem para Portugal, onde se manteve alguns dias sem ser descoberto pela polícia. No mês de Setembro voltou clandestinamente a Portugal, onde foi feito preso e enviado para África, onde permaneceu até ao ano de 1893 ano em que, fruto de uma amnistia para presos políticos, regressou à cidade do Porto. Os trabalhos forçados a que foi sujeito no degredo não o vergaram nem o desalentaram dos seus intuitos publicando nos anos de 1893/1894, os “Panfletos” que foram logo denunciados, e entre os anos de 1897 e 1898, o jornal “A Marselhesa”, que também foi denunciado e por vezes apreendido. Tendo sempre a justiça ao seu redor e tendo de responder a diversos processos emigra para Madrid, explicando os motivos de tal acto. Aqui redigiu e assumiu a direcção do jornal “O País”. João Chagas regressou a Portugal e com outros, foi o fundador da Associação dos Jornalistas e Homens de letras do Porto. No ano de 1908 após a malograda revolta de 28 de Janeiro, onde esteve envolvido, foi novamente preso, donde daí saiu após o regicídio e da queda do governo de João Franco. Após a Implantação da Republica chefiou o primeiro Governo constitucional, entre 3 de Setembro e 12 de Novembro de 1911. Foi nomeado embaixador português em Paris, cargo do qual acabou por se demitir por duas vezes, alegando a discordância do modelo político seguido pelos governantes de então, (Ditadura do general Pimenta de Castro). Voltou ao seu posto de embaixador em Paris, entre os anos de 1917 e 1919, desempenhando um papel muito activo na participação portuguesa na frente da 1ª. Guerra Mundial. Foi elemento preponderante da delegação portuguesa na Conferência de Paz e na Assembleia da Sociedade das Nações, regressando a Portugal no ano de 1924, cessando o cargo de embaixador. João Chagas trabalhou como poucos para que a revolução triunfasse. Da sua obra destacam-se; 1)- Na Brecha; 2)- As Minhas Razões; 3)- De Bonde; 4)- Diário de um Condenado Político; 5)- Coisas da Sociedade; 6)- Memórias – obra de grande impacto social e político. Morreu no Estoril a 28 de Maio de 1925. Fontes: wikipedia.org/Pinheiro Chagas; arqnet.pt/dicionário/pchagasjoao; Óbidos – Setembro de 2010
CENTENÁRIO DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
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