A Associação De Volta a Casa foi despejada no dia 3 de Janeiro, mas Joaquim Sá está com alguns amigos a dar alimentação aos sem abrigo na rua, como havia prometido depois da acção de despejo por parte da Câmara. “Viemos para a rua ontem (dia 4 de Janeiro). Demos o almoço e o jantar na rua e vamos continuar assim até conseguirmos um espaço”, explicou o dirigente da Associação. “Tínhamos até ao dia 31 de Dezembro uma acção de despejo por parte da Câmara, mas conseguimos ficar até ao dia 3 de Janeiro. Abandonámos as instalações por indicação da Câmara, mas ainda pedimos um prolongamento até Junho, para arranjarmos um novo sítio, mas não nos deram mais tempo porque disseram que foi uma decisão da Câmara”, disse Joaquim Sá. O mentor deste projecto para os sem abrigo das Caldas revelou que dentro de um mês quer realizar uma assembleia geral para voltar a ter a associação legalizada e assim usufruir do eventual subsídio que a Câmara atribua. “Temos de nos reorganizar, mas precisamos de mais tempo. Esta acção de despejo foi muito violenta. Agora estamos na rua e precisamos de um mês. Como não temos sede provavelmente vamos realizar a assembleia geral em casa de alguém amigo”, afirmou. Na rua a dar alimentação aos cerca de 40 sem abrigo das Caldas, Joaquim Sá garante que a qualidade das refeições é a mesma, porque a comida é agora confeccionada na casa de uma pessoa que ajuda a associação. “A qualidade é a mesma, porque estão a ser feitas na casa da Dona Ilda. Assim garantimos as refeições quentes com sopa e um prato de peixe ou carne”, garantiu. No passado dia 5 assistimos ao almoço dos sem abrigo das Caldas, debaixo de um telheiro na Mata da Rainha D. Leonor. À medida que foram chegando foram levantando um prato de arroz com camarão e uma sopa. Para acompanhar, não faltou o pão e água. A sobremesa foi um bolo. A ementa até foi agradável, mas já a forma como foi digerida é que não foi a mais cómoda. Em pé, porque não há bancos disponíveis e porque chovia. “Se estiver a chover comem em pé, debaixo deste telheiro, mas quando não está a chover comem no parque de merendas da Mata, como fazíamos antigamente. O apoio continua, mesmo que algumas instituições não considerem importante dar comida a estas pessoas. Não é a primeira vez que fazemos as refeições na rua e vamos continuar até que a situação melhor ou que encontremos um novo local”, afirmou Joaquim Sá. A associação funcionava desde 2003 em instalações cedidas pelas autarquia que diz não ter condições de manter o apoio ao projeto que motivou participações à PSP por conflitos e desacatos junto às instalações e desde março não tem órgãos sociais. “Fomos sempre dialogando com a associação no sentido de que se reorganizasse e evitasse os problemas, nomeadamente questões de criminalidade que a PSP várias vezes referiu”, disse a vereadora da acção social, Maria Conceição Pereira, que não disponibilizou os relatórios da polícia e Governo Civil e que levaram ao encerramento da instituição, depois do pedido do JORNAL das CALDAS. Depois de vários voluntários abandonarem o projecto e de instituições como o Banco Alimentar do Oeste deixarem de fornecer alimentos, a Câmara deliberou por unanimidade cessar o contrato de comodato. De acordo com o levantamento dos serviços sociais da autarquia, “das 34 pessoas apoiadas só oito são das Caldas e destas apenas nove precisam realmente de apoio e vão ser conduzidas para outras instituições de apoio”. A Câmara fez o cruzamento de dados com a Segurança Social para “provir apoio domiciliário ou centros de dia para idosos e criar condições mais dignas de apoio técnico, tratamento de roupas e fornecimento de refeições aqueles que verdadeiramente necessitam”. Actualmente dois utentes estão a receber apoio por parte da Santa Casa da Misericórdia e alguns recebem apoio domiciliário, informou a vereadora. Carlos Barroso
Associação De Volta a Casa dá alimentação na rua
13 de Janeiro, 2011
A Associação De Volta a Casa foi despejada no dia 3 de Janeiro, mas Joaquim Sá está com alguns amigos a dar alimentação aos sem abrigo na rua, como havia prometido depois da acção de despejo por parte da Câmara. “Viemos para a rua ontem (dia 4 de Janeiro). Demos o almoço e o jantar […]
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