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Presidente da Junta contra “trânsito caótico” na cidade

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Vasco Oliveira, presidente da Junta de Nossa Senhora do Pópulo, usou da palavra na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha para se mostrar preocupado com a falta de limpeza da freguesia. “Na última Assembleia de Freguesia alguns deputados levantaram a questão da falta de limpeza da cidade. Como choveu a cidade está mais limpa, mas […]
Presidente da Junta contra "trânsito caótico" na cidade

Vasco Oliveira, presidente da Junta de Nossa Senhora do Pópulo, usou da palavra na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha para se mostrar preocupado com a falta de limpeza da freguesia. “Na última Assembleia de Freguesia alguns deputados levantaram a questão da falta de limpeza da cidade. Como choveu a cidade está mais limpa, mas na semana passada não havia vestígios de chuva. A cidade está desarrumada, suja e está descaracterizada. A maioria dos prédios estão grafitados. Os deputados pedem melhor limpeza, melhor arrumação, limpeza nos contentores do lixo, limpeza dos grafites”, disse. O autarca aproveitou para dizer que o trânsito na Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo “está caótico”. “A Câmara é contra os semáforos, mas cada vez é mais difícil circular nas Caldas. Para chegar da Rainha à Junta de Freguesia, que são três minutos a pé, são dez minutos de carro. Impõem-se semáforos na cidade para disciplinar o trânsito. Precisamos de dar uma grande volta a esta cidade”, afirmou. Vasco Oliveira lembrou a requalificação urbana mas tem dúvidas, porque diz ser “necessário rever o saneamento, rever as valas que correm a céu aberto, rever o trânsito, rever a iluminação pública, rever a sinalização de trânsito, pedonal e informativa, rever o cemitério e os passeios. Julgo que esta cidade merece um pouco mais cuidado”. O deputado do CDS-PP, Carlos Elias, manifestou algumas preocupações, descrevendo que a cidade “está um pouco desactualizada, com pouca ou nenhuma higiene em algumas ruas, falta de iluminação em algumas ruas e rotunda da Fonte Luminosa e Rua Abílio Moniz Barreto”. O centrista independente falou também com tristeza pela forma como se encontram as entradas da cidade, nomeadamente “a entrada poente, que não está prevista para requalificação”. Por último, Carlos Elias quis saber para quando a Câmara “retira os camiões de algumas rotundas e bairros”. Na resposta, o vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira disse que “muitas vezes é reforçada a equipa de limpeza, mas também se gasta mais dinheiro. Para podermos fazer mais temos de o tirar de outro lado. As receitas da Câmara estão a baixar e se não fazemos mais e melhor, é porque neste momento não temos condições”. Quanto aos grafittis, Tinta Ferreira lembrou que “é uma luta que temos”. “Já tivemos iniciativa de propor e disponibilizar espaços para os jovens fazerem os seus grafittis junto a zonas de parques infantis e a zonas de sanitários para os animais, mas há jovens que não se contentam em fazer nos sítios autorizados. Ainda se fizessem grafittis bonitos, mas o que vimos são aquilo a que eles chama de tags (assinatura). Para dar volta a isto penso que é uma questão de civilidade. Temos falta de agentes de autoridade e de legislação que cubra isso”, declarou. O vice-presidente disse também que a regeneração urbana “vai por cobro a algumas dessas coisas”, explicando relativamente ao cemitério que “vai ser feito um concurso na ordem dos 50 mil euros para uma intervenção”. Carlos Barroso

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