O imposto sobre os lucros das empresas, a derrama foi aprovada na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha com 28 votos a favor e sete abstenções, com alguns deputados a querem saber onde vai ser investido este imposto extraordinário. “O imposto pode ir até aos 1,5%, sendo que o número de empresas que contribui ao nível de derrama não é muito. Há perto de uma dezena de empresas que contribui com cerca de 90% do contributo”. Esta foi a explicação do presidente da Câmara para a imposição do imposto sobre o lucro das empresas, tendo ainda acrescentado que “não estamos a aplicar o máximo, estamos a aplicar um valor que consideramos equilibrado e que não massacre em demasia as empresas”. Fernando Costa disse que a derrama “é uma taxa que tem interesse do ponto de vista municipal, porque representa cerca de 600 mil euros”. No entanto, disse que a derrama “tem vindo a reduzir”. “Em 2005 representava um milhão, hoje representa 600 mil euros”, afirmou. O deputado do CDS-PP pediu coerência na aplicação dos impostos, ao mesmo tempo que estava a favor da aplicação da derrama por considerar um imposto extraordinário. “Entendemos que as contas do município são preocupantes e há razões para nos preocuparmos. Este imposto tem sido posto de forma ilegal e pouco ética. A derrama é um imposto excepcional para fazer face a despesas excepcionais. O que tem acontecido é que todos os anos se tem aplicado derrama às empresas e eu pergunto se é assim que querem atrair empresas. Passou-se a dizer que era um investimento para as zonas industriais, depois para o comércio. A nossa posição agora é de apoiar porque o momento que o país vive é excepcional. Desta vez vamos votar a favor. O que exigimos é que seja justificado. É preciso dizer para onde vai esta verba”, disse Duarte Nuno. Do lado da CDU, Vítor Fernandes mostrou-se favorável à inclusão da derrama, mas pediu para que fossem incluídos escalões de modo “a taxar mais quem tem mais lucros”. O comunista apresentou a proposta de isentar, “por cinco anos, quem se instalasse nas Caldas na perspectiva de atrair investimentos para o concelho”. O deputado independente do PS, Mário Pacheco, lembrou que “nunca foi apresentado como se gastaram as verbas deste imposto extraordinário”. Carlos Barroso
Imposto sobre lucro das empresas pode ir até aos 1,5%
30 de Dezembro, 2010
O imposto sobre os lucros das empresas, a derrama foi aprovada na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha com 28 votos a favor e sete abstenções, com alguns deputados a querem saber onde vai ser investido este imposto extraordinário. “O imposto pode ir até aos 1,5%, sendo que o número de empresas que contribui ao […]
Imposto sobre lucro das empresas pode ir até aos 1,5
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