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Carlos Gomes – presidente do Sporting Clube das Caldas

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“Não está fora de hipótese termos de ficar pelo caminho, por falta de verbas” Carlos Gomes foi reconduzido no cargo de presidente do Sporting Clube das Caldas, pelo terceiro mandato consecutivo, e tem já como principal desafio o problema das receitas, já que os sucessos desportivos estão garantidos, uma vez que todos os escalões do […]
Carlos Gomes - presidente do Sporting Clube das Caldas

“Não está fora de hipótese termos de ficar pelo caminho, por falta de verbas” Carlos Gomes foi reconduzido no cargo de presidente do Sporting Clube das Caldas, pelo terceiro mandato consecutivo, e tem já como principal desafio o problema das receitas, já que os sucessos desportivos estão garantidos, uma vez que todos os escalões do voleibol estão na segunda fase dos seus campeonatos. O presidente do SCC, devido à crise e à falta de patrocinadores, não põe de parte o congelamento da continuidade das competições por falta de verba. JORNAL das CALDAS: O que o move para continuar à frente do SCC? Carlos Gomes: Neste terceiro mandato, é o facto de que quando me meto num projecto é para levá-lo por diante e não desistir perante as dificuldades, a não ser por motivos de força maior. Procurarei sempre respeitar a decisão dos sócios ao votarem nesta direcção e corresponder à confiança dos restantes membros que comigo trabalham. J. C.: Quais as maiores dificuldades com que se debate nesta fase? C. G.: Nesta fase estamos a fazer as contas dos resultados das vitórias conseguidas na primeira fase por todos os escalões de voleibol, o que significa que vamos disputar a 2ª Divisão Nacional com vários jogos semanais e com deslocações de norte a sul do país até fim de Maio de 2011, com aumentos substanciais de despesas e sem qualquer receita para tal, o que até parece caricato. J. C.: Sabemos das dificuldades que as autarquias atravessam. Como está a situação dos apoios da Câmara das Caldas ao SCC e o que lhe dizem os nossos governantes locais? C. G.: Desde o início desta época até hoje o SCC recebeu do Município apenas uma parte da verba atribuída ao clube, que foi utilizada para pagamentos de taxas de arbitragem, inscrições de equipas e atletas nas Federações e Associações, para o qual não chegou. Não sabemos como vamos suportar as despesas fixas do clube mensalmente, com deslocações, equipamentos, etc., não sabemos quando nos pagam o dinheiro que nos está atribuído, pois ninguém sabe dizer nada que nos permita planear o pagamento dos encargos que temos. J. C.: Com que apoios conta na realidade para este mandato? C. G.: Actualmente os apoios que o SCC pode e deve contar são as verbas que o Município atribui para as colectividades que trabalham para fomentar o desporto nas camadas jovens e representar e dignificar a cidade. Como todos sabemos as empresas que ajudam os clubes são cada vez menos. Umas porque fecharam ou estão em dificuldades. Outras porque não estando assim tão mal aproveitaram o “comboio da crise” e cortaram com os apoios. É de louvar as escassas empresas nas Caldas que ainda têm personalidade para continuar a cumprir com os apoios às colectividades. J. C.: Como sente a ligação da cidade ao clube? C. G.: O SCC já tem 90 anos de existência e tem um lugar privilegiado no desporto desta cidade. Por tudo o que tem feito ao longo da sua histria, é actualmente um dos maiores clubes do distrito de Leiria, e tem uma forte ligação à cidade, quer nos jovens que vêem o clube como a sua segunda casa, onde têm gosto de passar os seus tempos livres e parte das férias, quer nos adultos que gostam de recordar e rever as boas exibições desportivas. J. C.: Qual é o projecto desportivo para o que resta desta época e para o seu mandato? C. G.: Por a fase de apuramento para a 2ª Divisão ter corrido bem aos diversos escalões em competição, os nossos objectivos é disputarmos agora esta fase final, indo até onde pudermos e o orçamento permita, pois não está fora de hipótese termos de ficar pelo caminho, por falta de verbas. J. C.: Qual é a ideia da nova direcção no que diz respeito à formação? C. G.: No SCC a formação de jovens é o nosso principal objectivo, não só porque é a pensar neles que nos esforçamos para lhes dar condições com que se sintam bem a fazer desporto, evitando assim enveredarem por maus caminhos, bem como porque a única forma deste clube chegar a competições de alto nível é através de atletas formados nas nossas escolas, não havendo qualquer hipótese de “comprar” jogadores estrangeiros como todos os clubes que disputam a A1 fazem. Pelo contrário, actualmente estão a jogar em clubes estrangeiros dois jogadores formados nas escolas de formação do SCC. J. C.: Neste momento impõe-se perguntar se chega a carolice para continuar a levar projectos por diante com o peso que já tem o SCC? C. G.: Eu entendo que não é por “carolice” que entrei e continuo como presidente do SCC, mas sim porque há cerca de vinte e cinco anos que meus filhos praticam desporto neste clube e sou do tempo em que os pais preferiam acompanhar os filhos aos locais onde iam jogar, chegando a levar também outros atletas, porque estar com os filhos e viver o desporto, já fazia parte do programa aos fins-de-semana. E foi pelo facto do SCC precisar de alguém para prosseguir o seu bom caminho em prol do desporto na cidade que decidi aceitar o convite que me fizeram, desempenhando as minhas funções o melhor que souber e enquanto tiver condições para tal. Não posso deixar de aproveitar esta oportunidade de exprimir o meu maior reconhecimento e agradecimento a todos os atletas, treinadores, colegas da direcção, sócios do clube, elementos da “claque”, empresários, autarcas, e população em geral pelo carinho e apoio que têm dado. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para sensibilizar todos os caldenses que gostam do SCC, apoiem o clube dentro das suas possibilidades pois o momento é muito difícil e a sua ajuda pode fazer a diferença. J. F.

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