O Intermarché no Bombarral não abriu as portas na passada segunda-feira, levando mais de duas dezenas de trabalhadores para o desemprego. “A entidade patronal comunicou-nos que não tem condições de continuar. Diz que foi abandonado pelo Intermarché e que o grupo não se responsabiliza por esta unidade”, disse José Fernando, da União de Sindicatos. Neste momento a unidade tem cerca de dois meses de salários em atraso e por causa disso o administrador do franchising “fez um despedimento colectivo para os 23 trabalhadores”. “Ele responsabiliza o grupo Intermarché por lhe ter cortado a pernas. Sabemos por alguns trabalhadores que alguns pagamentos foram feitos com géneros alimentares”, denunciou. Segundo o sindicalista esta forma de pagamento surgiu porque alguns dos trabalhadores já tinham comunicado que estariam a passar mal por não terem dinheiro. “Os trabalhadores têm um despedimento colectivo, mas não podem abandonar o posto de trabalho porque ainda não têm isso escrito. Aconselhámos os trabalhadores a ficarem aqui até que as coisas sejam resolvidas.”. “Os trabalhadores não podem sair daqui, porque podem ter um despedimento por justa causa. Alguém tem de resolver este problema. O sindicato vai apoiar os trabalhadores para que eles tenham os seus direitos”, disse. O JORNAL das CALDAS tentou falar com o administrador da unidade, mas José Dias escusou-se a falar. Os operários também ainda não receberam os subsídios de Natal e de férias. Carla Henriques, trabalhadora do estabelecimento há dois anos, disse ter sido “avisada em cima da hora” do encerramento da empresa, onde “há vários meses iam faltando produtos em stock”. A trabalhadora, que diz não receber ordenado desde Outubro, lamentou a “falta de respostas” quer da administração local quer da base da cadeia de supermercados. Alguns funcionários disseram que “há mais de um ano havia problemas com o pagamento a fornecedores”. “As prateleiras estão quase vazias. É um supermercado vazio”, revelou José Fernando. O grupo Os Mosqueteiros lamentou o encerramento do Intermarché do Bombarral, informando só ter tido conhecimento pela imprensa. Em comunicado, os Mosqueteiros sublinham que o Grupo “desenvolveu todos os procedimentos ao seu alcance para que fosse possível a recuperação financeira da sociedade Sodibombarral – Supermercados, Lda (que explora o supermercado) e a consequente manutenção dos respectivos postos de trabalho”. Mas, acrescenta o documento, apesar das várias actividades desenvolvidas pelo Grupo, o estabelecimento “tem vindo a apresentar crescentes problemas que colocam em causa a manutenção da actividade comercial” da unidade cuja dívida se tem vindo a avolumar. A cadeia que se assume como o “principal credor” da unidade do Bombarral esclarece ainda que o grupo é composto por um conjunto de empresários independentes, designados por aderentes, “que são únicos responsáveis pela gestão e administração de cada unidade comercial”. Carlos Barroso
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.



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