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Bispo de Timor Leste em Peniche

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Ximenes Belo esteve a convite da Escola Secundária de Peniche a falar sobre a independência de Timor Leste, mas escusou-se a falar aos jornalistas sobre o actual momento ou sobre uma eventual ajuda do território a Portugal. A pobreza e o sub-desenvolvimento foram apontadas pelo Bispo de Timor-Leste como as principais “cicatrizes” deixadas pela luta […]
Bispo de Timor Leste em Peniche

Ximenes Belo esteve a convite da Escola Secundária de Peniche a falar sobre a independência de Timor Leste, mas escusou-se a falar aos jornalistas sobre o actual momento ou sobre uma eventual ajuda do território a Portugal. A pobreza e o sub-desenvolvimento foram apontadas pelo Bispo de Timor-Leste como as principais “cicatrizes” deixadas pela luta pela independência daquele país e das quais considera que o território vai demorar muitos anos a recuperar. “Levará muito tempo até que estas cicatrizes desapareçam e se possa refazer o tecido social em Timor-Leste”, afirmou Ximenes Belo. “Somos um povo pequeno, mas que vivia sempre em guerras”, recordou Ximenes Belo, atribuindo aos sucessivos conflitos “a situação humana e psicológica” em que vivem a maioria das famílias timorenses. A este “primeiro sintoma de mau estar” o Bispo junta a pobreza entre uma população marcada por “muita iliteracia, pouco desenvolvimento cultural e económico e vítimas de malária, tuberculose e outras doenças próprias dos climas tropicais”, sustentou Ximenes Belo em Peniche, onde participou numa palestra a convite dos alunos de religião e moral da escola secundária local. O bispo que sensibilizou o auditório para a importância da juventude na promoção de uma cultura de cidadania, fraternidade e valores humanos, visitou o estabelecimento de ensino no âmbito das comemorações do Ano Europeu Contra a Pobreza e Exclusão social. Ximenes Belo, que não quis falar aos jornalistas sobre os temas da actualidade, nomeadamente sobre a intenção de Timor comprar a dívida externa portuguesa, recebeu das mãos dos alunos de Peniche a quantia de 260 euros, num peditório que teve como objectivo a angariação de divisas para obras sociais no território timorense. Carlos Barroso

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