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O Viroscas foi o único jornal satírico caldense

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Em plena I República, O Viroscas ampliou o número de jornais conhecidos actualmente sobre a imprensa das Caldas, já que designadamente desse período republicano apenas era do conhecimento público a existência de O Círculo das Caldas (1893 ou 4-1918), O Defensor (1913-22, 1923 e 1924-25), O Regionalista (1920-25), A Verdade (1920-21), O Desportivo (1924), para […]
O Viroscas foi o único jornal satírico caldense

Em plena I República, O Viroscas ampliou o número de jornais conhecidos actualmente sobre a imprensa das Caldas, já que designadamente desse período republicano apenas era do conhecimento público a existência de O Círculo das Caldas (1893 ou 4-1918), O Defensor (1913-22, 1923 e 1924-25), O Regionalista (1920-25), A Verdade (1920-21), O Desportivo (1924), para além dos primeiros números da Gazeta das Caldas, a partir de 1925. Este conhecimento resulta de uma investigação sobre o período da I República que, em Lisboa, o caldense Jorge Mangorrinha efectuou no quadro das celebrações do Centenário da República, promovidas pela comissão da Câmara Municipal de Lisboa, da qual faz parte. No primeiro número de O Viroscas, publicado a 11 de Outubro de 1914, os seus autores e editores sintetizam o seu propósito: “Distrair os leitores proporcionando-lhes algumas horas de bom humor, fazendo a diligência para que todos dêem por bem empregado o seu tempo e os dois centavos do custo do papel e dando também razão à máxima latina que diz Ridendo castigat mores”. Este provérbio latino quer dizer “rindo castigas a moral”, ou seja, a rir se corrigem os hábitos, se criticam os usos e costumes da sociedade. No canto superior direito do cabeçalho do título, é de notar o pedido de colaboração, “desde que não fira a nota política nem ofenda susceptibilidades”. “Aqui fica um novo motivo de contributo para a história da imprensa caldense e da I República nesta cidade. Pena é que a celebração do Centenário da República, nas Caldas, esteja aquém do prometido e dos pergaminhos republicanos locais”, afirma Jorge Mangorrinha. Francisco Gomes

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