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Um dia no quartel dos Bombeiros das Caldas

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Os Bombeiros das Caldas comemoraram mais um aniversário e o JORNAL das CALDAS foi tentar perceber o que é ser bombeiro. Num dia em que poucas ocorrências houve a registar, o espírito de ajuda e de prontidão esteve igualmente patente nos soldados da paz das Caldas. Dois elementos ligados ao INEM fizeram algumas emergências médicas […]
Um dia no quartel dos Bombeiros das Caldas

Os Bombeiros das Caldas comemoraram mais um aniversário e o JORNAL das CALDAS foi tentar perceber o que é ser bombeiro. Num dia em que poucas ocorrências houve a registar, o espírito de ajuda e de prontidão esteve igualmente patente nos soldados da paz das Caldas. Dois elementos ligados ao INEM fizeram algumas emergências médicas e outros voluntários assistiram em reservas de emergência pré-hospitalar. Ainda assim o dia escolhido foi calmo e não houve sinistros significativos. A equipa que estava em prevenção aos fogos florestais não teve oportunidade, ao contrário do que aconteceu em dias anteriores, de se deslocar a nenhum teatro de operações. Isto significou que a floresta do Município esteve intacta e que as boas práticas foram cumpridas. Mesmo assim a equipa não se deixou descontrair. Determinados em ajudar o seu quartel e os seus camaradas, os soldados da paz pintaram os lugares de estacionamento das viaturas, colocaram sinalização e arrumaram o material, além de terem verificado as condições dos instrumentos de trabalho. Também um funcionário dos bombeiros voluntários, que é dos mais velhos na casa, agarrado às ferramentas, vai cuidando e arranjando os carros, que todos os dias fazem centenas de quilómetros. Desta vez Laureano Bastos está a cuidar e a transformar uma viatura que irá servir os bombeiros nas diversas missões. A sua determinação e cuidado têm feito verdadeiros milagres nas viaturas dos soldados da paz, que se podem gabar da sua longevidade em alguns casos. Mas à equipa que esteve de alerta máximo, chefiada por João Paulo, o trabalho não acabou na manutenção da infra-estrutura do quartel. Sabino Bonifácio, Paulo Ferreira, Fátima Silva, João Fragoso, Jorge Duque e Eusébio Carvalho deslocaram-se para patrulhar e vigiar a floresta nas Caldas ao mesmo tempo que realizaram mais uma missão de resgate de um animal bovino, perdido na Serra do Bouro. No meio de todo este trabalho, que não teve os normais fogos e acidentes, o espírito de boa disposição, camaradagem, de prontidão esteve sempre presente nestes homens e mulheres que abnegadamente se entregam a uma causa que é de todos, mas que apenas alguns têm a determinação de a fazer cumprir. Numa semana de aniversário, muitas festas, comemorações e condecorações são realizadas, mas o espírito destes homens e mulheres não é este momento, mas antes de servir uma comunidade que precisa da sua ajuda para as elementares situações do dia-a-dia. É claro que o reconhecimento público destes voluntários é algo de que eles gostam, mas não se gabam por o ter. Preferem o dever cumprido, respeitando as regras de um jogo que é sempre uma incógnita e sempre um desafio. Desta forma o lema adoptado por estes soldados da paz, “vão sempre, só não sabem se voltam”, é mais do que certo e deve ser honrado. Sempre que vão vistos no terreno a comunidade deve compreendê-los e aceitá-los, porque a sua bravura e valentia está para além de todas as profissões, porque são voluntários. Eles deixam as suas famílias para defenderem e cuidarem do desconhecido, nem que isso signifique a sua própria vida, em muitos casos. A única coisa que ganham e recebem é um sorriso e uma vida que não se perdeu.   Carlos Barroso

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