UGT quer assinatura do Pacto para o Emprego

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O secretário-geral da UGT considerou no passado dia 4 de Setembro “fundamental” a assinatura do Pacto para o Emprego até ao final do ano, defendendo que este processo tem de ser “extremamente rápido” e nele o Governo não pode ser árbitro. “Achava razoável e fundamental”, disse João Proença, adiantando que “o ideal era Outubro, Novembro” […]
UGT quer assinatura do Pacto para o Emprego

O secretário-geral da UGT considerou no passado dia 4 de Setembro “fundamental” a assinatura do Pacto para o Emprego até ao final do ano, defendendo que este processo tem de ser “extremamente rápido” e nele o Governo não pode ser árbitro. “Achava razoável e fundamental”, disse João Proença, adiantando que “o ideal era Outubro, Novembro” para encerrar o pacto. Em Leiria, onde participou no congresso fundador da UGT-Leiria, o secretário-geral da central sindical reconheceu que neste processo “têm sido levantados pela parte patronal, problemas, nomeadamente o aumento do salário mínimo”. “Há três compromissos que têm que ser assumidos: salário mínimo, o Código Contributivo da Segurança Social e o aumento das pensões”, explicou a este propósito, lembrando que o código está suspenso. O dirigente sindical apontou a necessidade de revisão da fórmula das pensões dada “a situação do país”, salientando ser “insustentável os pensionistas com pensões mais baixas este ano percam poder de compra”, disse. “Isto tudo se, na prática, houver uma política de rendimentos que sirva de orientação para a negociação colectiva. Se não houver, cumpram-se os acordos”, declarou. “Hoje todos sentimos o desemprego, o aumento do desemprego e todos sentimos um aumento da instabilidade no emprego”, declarou, reiterando necessidade de “respostas rápidas” para um Pacto do Emprego. “Nós costumamos dizer sem crescimento não há postos de trabalho, não há crescimento se não houver competitividade”, acrescentou, frisando que as políticas de emprego “não é só criação de postos de trabalho”, mas também “resposta e apoio aos desempregados” e resposta “à manutenção dos postos de trabalho”. No mesmo fórum o secretário-geral da UGT admitiu contestação social e greves caso a proposta de aumentos salariais entre 2,6 e 3,2 por cento da central sindical não seja atendida. “Se não houver, é evidente que em termos de sectores e mesmo em termos nacionais, é evidente há contestações, com certeza, e haverá greves”, afirmou João Proença acrescentando que “as greves continuam a ocorrer justamente pelo bloqueamento da negociação colectiva”. A proposta de política de rendimentos aprovada pelo secretariado nacional da UGT prevê “uma orientação para a negociação colectiva em 2011 de aumentos salariais entre 2,6 e 3,2 por cento”, dependendo da situação económica de cada sector e empresa. Texto: Carlos Barroso Foto: notícias.pt

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