Os irmãos de um empresário das Caldas da Rainha assassinado na quinta-feira no Brasil manifestaram a sua desconfiança de que a viúva possa estar em envolvida no homicídio. “Temos suspeitas. Estamos a desconfiar dela porque em Junho nos contou que ele bebia muito e que já tinha tentado maltratá-la e que se ele continuasse assim, ela ia para a prisão mas era capaz de o matar”, disseram António José e Luís José, na aldeia do Nadadouro, nas Caldas da Rainha, de onde o empresário Ramiro Antunes é natural. “Não é uma acusação, mas queremos apurar a verdade e já lhe dissemos isso. Parecia que estavam com problemas conjugais, embora ele tenha dito há três semanas que estavam felizes e não tinham segredos um para o outro. Nós agora estamos confusos, porque passados dois meses de ela nos dizer isto, ele aparece morto”, revelaram. Ainda de acordo com os irmãos, a cunhada disse-lhes que Ramiro Antunes “gastava muito dinheiro e que por isso lhe tinha barrado as contas bancárias, e só podia levantar dinheiro com autorização dela”. As autoridades brasileiras equacionam as várias hipóteses, entre as quais a morte por encomenda do empresário, de 53 anos, que possuía, em conjunto com a esposa, de 49 anos, a imobiliária Markland, no Centro Turístico de Tambaú, em João Pessoa, no estado de Paraíba. Na passada quinta-feira, Ramiro Antunes mostrava uma quinta a dois supostos clientes, quando estes, sob ameaça de pistolas, amarraram os dois caseiros que tomavam conta da propriedade. Fizeram o mesmo ao empresário e levaram-no até à sua casa, a Fazenda S. José, na cidade do Conde. Na altura, a esposa estava ausente, por se encontrar no escritório da empresa. Aí foi atingido mortalmente com três tiros – no braço, nas costas e na cabeça. Fugiram com o carro do empresário e a carteira e o telemóvel deste. A viatura seria deixada abandonada junto a um cemitério. As investigações envolvem a polícia científica brasileira e admitem a existência de mais cúmplices. Francisco Gomes Emigrante O empresário assassinado emigrou aos quinze anos. Teve oficinas de mecânica no Canadá e nos Estados Unidos, antes de se dedicar ao sector imobiliário. Legalização Ramiro Antunes conheceu aquela que viria a ser terceira esposa há seis anos. Como ela não conseguiu legalizar-se na América, decidiram ir para o Brasil.
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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