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Deputadas do PS não querem demolição de edifícios no Bom Sucesso

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A Câmara de Óbidos recebeu o parecer final do relatório da Inspecção Geral das Autarquia Locais (IGAL) e que fala dos edifícios do Bom Sucesso, conhecidos pelos G3 e G5, mas o PS acusa a maioria de estar a gerir mal a resolução daquele problema. Quem levantou a questão foi a deputada do PS Anabela […]

A Câmara de Óbidos recebeu o parecer final do relatório da Inspecção Geral das Autarquia Locais (IGAL) e que fala dos edifícios do Bom Sucesso, conhecidos pelos G3 e G5, mas o PS acusa a maioria de estar a gerir mal a resolução daquele problema. Quem levantou a questão foi a deputada do PS Anabela Blanc, coadjuvada pela colega Cristina Rodrigues, que são da opinião que o processo deveria ter outro fim, que não a implosão dos edifícios. “Houve uma sentença que os senhores não sabiam dela. Depois havia uma decisão do Tribunal que ordenava a demolição, mas o Tribunal só ordenou a nulidade do despacho que emite a licença. O que a Câmara poderia fazer era negociar ou dar ordem de demolição, conforme fosse a melhor solução para o erário público. Neste caso a Câmara, apesar das várias insistências e depois de muitos desentendimentos, para repor a legalidade deu ordem de demolição que continua pendente”, declarou Anabela Blanc. Também a deputada Cristina Rodrigues lamentou o comportamento da Câmara com o facto da IGAL ter pedido esclarecimentos e a Câmara de Óbidos “não responde, omite e mais tarde responde fora do prazo, insultando as senhoras inspectoras. Vem ainda dizer que a oposição impediu que a Câmara cumprisse as ordens da IGAL, como se nós é que tivéssemos a maioria”. Em defesa, o deputado do PSD, Silveira Botelho, silenciou os socialistas lembrando que este assunto “existe há 200 mil anos, no tempo do nosso querido Pereira Júnior por causa de um bloco de prédios que havia ali no Bom Sucesso. Aquilo tem barbas e agora vêm dizer que a Câmara deveria de notificar A e não B. Aquilo foi uma grande borrada do Pereira Júnior e ainda estamos a sepultar as consequências desse mau acto de gestão, que ele próprio reconheceu e ele próprio sepultou no final do mandato. Fazer aqui a discussão é um imenso demérito. Isto só mancha as regras legais urbanísticas do Município de Óbidos à época e era melhor que se remetessem ao silêncio nestas questões em que a culpa é inteiramente solteira e apreciassem, mesmo que quisessem fazer uma pieguice, o relatório da IGAL, relativamente aos procedimentos da Câmara numa inspecção ordinária”. O vereador Humberto Marques explicou também que “o processo andou perdido na IGAL, que mandou um ofício insinuando a perda de mandato por não colaborar e não prestar declarações. Nós damos resposta nestes termos para a IGAL porque foi dada em devido tempo. Telefonicamente a senhora da IGAL pediu desculpa pelo incómodo causado. A senhora deputada continua a sugerir que não ordenássemos a demolição e incorrêssemos em crimes que dessem a perda de mandato e hoje teríamos aqui outra Câmara. Nós fomos obrigados a legalizar uma coisa criada pelo PS, por mais que isto vos custe”. Carlos Barroso

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