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Obras de reconstrução inauguradas

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Hotel Lisbonense pode abrir dentro de três meses   “Estávamos todos cansados de esperar pela recuperação deste edifício. Preservou-se o que foi possível conservar. Dificilmente se faria melhor, numa obra totalmente nova. Não vamos ficar envergonhados com o espectáculo que todos os dias assistíamos”. Palavras de Fernando Costa na inauguração das obras de reconstrução do […]
Obras de reconstrução inauguradas

Hotel Lisbonense pode abrir dentro de três meses   “Estávamos todos cansados de esperar pela recuperação deste edifício. Preservou-se o que foi possível conservar. Dificilmente se faria melhor, numa obra totalmente nova. Não vamos ficar envergonhados com o espectáculo que todos os dias assistíamos”. Palavras de Fernando Costa na inauguração das obras de reconstrução do Hotel Lisbonense, no feriado municipal. “Está concluído em termos de construção civil, falta a decoração, para abrir o mais rápido possível”, anunciou Paulo Vaz, administrador do Grupo FDO, entidade proprietária. O responsável recordou que “este era um hotel famoso por acolher o rei D. Carlos e a família real quando vinham a banhos às Caldas e porque estão na memória dos caldenses os bailes neste hotel”. É um imóvel histórico, com 130 anos de existência. Dispostos em cinco mil metros quadrados, terá 88 quartos, entre 8 suites, área de restaurante, esplanadas abertas à população, spa, piscina, banho turco e sauna. “Esperamos que venha a ter água termal, para ter spa termal, que viria a diferenciar este hotel em relação a outros equipamentos na região”, manifestou. Segundo apontou, as negociações para a entrega da exploração do hotel “não estão dependentes da água termal, mas é um factor diferenciador brutal e a taxa de ocupação será completamente diferente”. A decisão aguarda “autorização da Administração Regional de Saúde e de uma comissão de que a Câmara faz parte”. “Esta é uma obra importante para as Caldas, permite acolher pessoas que deslocam para congressos e eventos nas Caldas. A falta de equipamentos hoteleiros não permitia desenvolver certas actividades”, sublinhou, esperando “dentro de muito pouco tempo anunciar a data de inauguração”. “Só vamos anunciar quem vai fazer a exploração do hotel quando tivermos o contrato devidamente assinado, as coisas estão todas encaminhadas, já temos um quarto modelo e a decoração está contratada, estamos a terminar fase de licenciamentos”, disse Paulo Vaz, que não confirmou tratar-se de um empresário caldense com quem está a negociar. A reconstrução da unidade hoteleira representa um investimento da FDO no valor de 7 milhões de euros, com o equipamento incluído. Só em taxas e licenças foi pago à Câmara um milhão e meio de euros. “Manteve-se as duas fachadas norte e sul e toda a parte dos cunhais, parte da fachada que estava agarrada a norte e sul, o resto está reproduzido”, descreveu Paulo Vaz, que quer abrir o hotel dentro de dois a três meses, para aproveitar o Verão e “começar a ter receitas”. Na cerimónia, o presidente da Câmara recordou o acidente de trabalho ocorrido em Julho de 2008 – “um momento particularmente triste e assustador, quando todos pensávamos que as obras estavam a decorrer bem, se estava a afundar para se fazer outra cave, os pilares, estrutura e paredes ruíram e caiu a fachada”. “A primeira notícia era que as 16 pessoas que trabalhavam tinham morrido. Mas conseguiram fugir. Um sobreviveu dentro do buraco de uma manilha e não partiu um osso, outro meteu-se debaixo de uma máquina. Se tivesse resultado vidas humanas não sei se a obra seria reconstruída. Foi um autêntico milagre”, desabafou Fernando Costa. Sobre as conclusões do inquérito, o responsável do Grupo FDO revelou que “de início tinha sido alertado que havia muita dificuldade em fazer a obra. Houve uma derrocada da fachada porque não tinha condições de consolidação para se manter de pé”. O presidente da Câmara vincou que “é tudo novo por dentro e por fora terá 20% das paredes, tem pedras com 100 anos e o portão de 1890. É o 2º edifício das Caldas mais importante depois das Termas e Pavilhões do Parque”. “A reconstrução pode não ter sido perfeita mas é suficiente digna. Quero manifestar ao Grupo FDO, sobre quem às vezes têm sido lançadas algumas dúvidas e intenções desonestas, espero que lucrem, porque dizem que perderam muito dinheiro para recuperar o edifício. É preciso que o Estado venda a água termal”, declarou.   Francisco Gomes

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