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Caldenses foram ver o Papa a Fátima

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O Papa Bento XVI quer voltar daqui a sete anos a Fátima para presidir às cerimonias das aparições de Nossa Senhora na Cova de Iria. “Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora vinda do Céu como mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do […]
Caldenses foram ver o Papa a Fátima

O Papa Bento XVI quer voltar daqui a sete anos a Fátima para presidir às cerimonias das aparições de Nossa Senhora na Cova de Iria. “Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora vinda do Céu como mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do amor trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana”, disse durante a homilia do 13 de Maio, onde estiveram muitos caldenses, que conseguimos vislumbrar no meio da grande enchente humana. Estas palavras foram entendidas, por quem acompanha o Papa, como reveladoras de um desejo de Bento XVI em estar em Portugal daqui a sete anos. No entanto, convém não esquecer que, nessa altura, Joseph Ratzinger terá, se for vivo, 90 anos, uma idade que pode não permitir grandes deslocações. Por isso, o assunto foi abordado pelo porta-voz da Santa Sé com grande cautela. Foi em Fátima, com cerca de meio milhão de pessoas, entre eles milhares de jovens, que se viveram os momentos mais altos da visita do Papa a Portugal, que percorreu ainda as cidades de Lisboa e Porto. Porém, foi num encontro com as organizações da Pastoral Social na Igreja da Santíssima Trindade em Fátima que o Papa conhecido como “intelectual”, teve o discurso mais inflamado, ao defender apenas casamento entre homens e mulheres e o “não” ao aborto. “O cenário actual da história é de crise sócio económica cultural e espiritual, pondo em evidência a oportunidade de um discernimento orientado pela proposta criativa da mensagem social da Igreja. (…) A pressão exercida pela cultura dominante, que apresenta com insistência um estilo de vida fundado sobre a Lei do mais forte, sobre o lucro e fascinante, acaba por influir sobre o nosso modo de pensar, os nossos projectos e as perspectivas do nosso serviço, com o risco de esvaziá-los da motivação da fé e da esperança cristã que os tinha suscitado. (…) Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto. As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum”, afirmou. Durante a visita ao Santuário de Fátima Bento XVI não falou sobre os  falar dos processos de beatificação de Lúcia, de canonização de Francisco e Jacinta Marto ou da beatificação de João Paulo II como o “papa de Fátima”.   Carlos Barroso

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