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Museu de Cerâmica com metade dos visitantes do Museu Malhoa

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Numa altura em que fala da desintegração do Museu de José Malhoa e do Museu de Cerâmica da rede do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), o JORNAL DAS CALDAS foi saber quantos visitantes têm os dois espaços museológicos das Caldas da Rainha. O Museu de José Malhoa teve no ano passado 22486 visitantes. […]
Museu de Cerâmica com metade dos visitantes do Museu Malhoa

Numa altura em que fala da desintegração do Museu de José Malhoa e do Museu de Cerâmica da rede do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), o JORNAL DAS CALDAS foi saber quantos visitantes têm os dois espaços museológicos das Caldas da Rainha. O Museu de José Malhoa teve no ano passado 22486 visitantes. O Museu de Cerâmica registou 11047. Janeiro foi o mês mais fraco para o Museu de Cerâmica, com apenas 360 visitantes. É quando começa o Verão que atrai mais gente. Em Junho registou o seu máximo – 2258. Mas na maior parte dos meses tem menos de mil visitantes. Já o Museu dedicado a Malhoa tem em Maio o seu pico – 4056. O mínimo foi registado em Fevereiro, com 1041 visitantes. Todos os meses tem mais de mil. No Museu de Cerâmica muito poucos visitantes aproveitaram o Cartão Jovem. Apenas 6. Idosos com mais de 65 anos foram em muito maior número à quinta do Visconde de Sacavém. Já o museu sedeado no Parque D. Carlos I teve um número superior de visitas de estudantes em relação aos idosos, se juntarmos a grande quantidade de escolas que passaram pelo Museu Malhoa. Poucos usufruíram do Cartão Jovem. Somente 14. Os espaços pertencentes ao IMC mais visitados são o Palácio Nacional de Sintra (372932), o Paço dos Duques (249442) e o Palácio Nacional de Mafra (243295). Ao nível dos museus, o dos Coches (197718) suplanta todos. Pior que o Museu de Cerâmica só o Museu do Abade de Baçal (6228) e o Museu da Guarda (9718). Em relação a 2008, o Museu Malhoa triplicou o número de visitantes. O anormal registo de 6597 deve-se ao facto de na altura estar encerrado e apenas ter a funcionar um núcleo no Museu do Ciclismo. O Museu de Cerâmica parece que na ocasião beneficiou desse encerramento provisório para obras, uma vez que atingiu os 15765 visitantes. Mas em 2009 teve menos 4718. A informação estatística dos visitantes dos Museus e Palácios é elaborada com base no estipulado pelo Despacho n.º 9104/2004 (2.ª série) do Ministério da Cultura, publicado em Diário da República (n.º106, 6 de Maio de 2004, II Série), que define a grelha de descontos na taxa de ingresso, considerando-se, igualmente, os protocolos celebrados entre o IMC e outras instituições. A informação, que pode ser consultada no sítio do IMC na Internet (http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/recursos/estatisticas), é apresentada de forma desagregada – por Museu e Palácio – e de forma genérica, permitindo uma análise sobre a evolução do número de visitantes dos espaços museológicos. No Museu de José Malhoa, acervo de referência do Naturalismo português em torno de Malhoa, a colecção alarga-se ao Grupo do Leão e a outros contemporâneos como Marques de Oliveira. Revela a permanência desse gosto até aos anos 50, sendo mestres Veloso Salgado e Luciano Freire. No retrato, entre outros, aprecia-se Eduardo Malta e Henrique Medina. Do modernismo destaca-se Eduardo Viana. A escultura pontua a época no retrato e estatuária oficial de Francisco Franco e Leopoldo de Almeida; da actualidade, nota-se António Duarte e João Fragoso. Expõe uma síntese da produção cerâmica local centrada em Bordalo Pinheiro, de cuja autoria se vêem ainda as esculturas de terracota da Paixão de Cristo. Na envolvência do jardim, distribui-se escultura ao ar livre, que remete para o discurso delineado no percurso do Museu. O ingresso custa 3 euros. As colecções do Museu de Cerâmica são constituídas por uma síntese representativa de vários centros cerâmicos portugueses e estrangeiros, desde o século XVI aos nossos dias. Predomina a produção caldense que abrange desde as formas oláricas, a produção artística do século XIX com autores como Manuel Mafra, introdutor, neste centro, do estilo naturalista de Bernard Palissy, até à produção contemporânea de alguns ceramistas caldenses como Ferreira da Silva ou Eduardo Constantino. Merece destaque o importante e versátil núcleo de cerâmicas da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, executado na Fábrica de Faianças de Caldas da Rainha, bem como a produção Arte Nova de Costa Motta Sobrinho. As colecções integram ainda núcleos de miniatura com destaque para as obras de Mestre Elias e de azulejaria. O ingresso custa dois euros. Ambos os museus funcionam de terça a domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:00. Encerram ao público à segunda-feira e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro. O bilhete conjunto para o Museu José Malhoa e o Museu de Cerâmica é 4 euros. São praticados descontos aos jovens (15-25 anos), professores de qualquer grau de ensino e reformados – 1 euro e portadores de Cartão Jovem – 0,80 euros. A entrada é gratuita aos domingos e feriados até às 14h00. Existem outras excepções, como por exemplo, membros da APOM, ICOM, Academia Nacional de Belas-Artes, Academia de Ciências e Academia Portuguesa de História (devidamente credenciados), investigadores, jornalistas e profissionais de turismo (devidamente credenciados), mecenas institucionais (nos respectivos museus), membros das Associações dos Amigos de Museus (nos respectivos museus), funcionários e serviços dependentes, crianças até aos 14 anos, e professores e alunos integrados em visitas de estudo. A directora dos dois museus é Matilde Tomáz do Couto. Francisco Gomes

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