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A8 com perigos para os condutores

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O Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), organismo não governamental composto por magistrados, técnicos e autoridades de segurança, avaliou as condições de perigo rodoviário que existem na A8, entre Lisboa e Leiria e alerta para a necessidade de serem adoptadas medidas que atenuem o risco de acidentes provocados por hidroplanagem e reduzida visibilidade […]

O Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), organismo não governamental composto por magistrados, técnicos e autoridades de segurança, avaliou as condições de perigo rodoviário que existem na A8, entre Lisboa e Leiria e alerta para a necessidade de serem adoptadas medidas que atenuem o risco de acidentes provocados por hidroplanagem e reduzida visibilidade em curvas mais apertadas. Segundo o jornal Público, Francisco Salpico, coordenador do levantamento realizado pelo OSEC, alerta que a auto-estrada do Oeste “está entre as mais perigosas do país”. Este engenheiro, responsável pelo relatório preliminar da peritagem à A8, conclui que se impõe a execução de trabalhos que reponham as condições de segurança rodoviária, que consistam na correcção do traçado, do pavimento e das ranhuras no piso para drenar com eficácia o excesso de água. E defende que devem ser desencadeadas intervenções urgentes para modelar a velocidade de tráfego para níveis correctos”. No lanço entre Loures e a Malveira, a concessionária Auto-Estradas do Atlântico está a investir 35 milhões de euros no alargamento para três vias (também no sentido norte-sul, onde agora só tem duas vias) ao longo de cerca de dez quilómetros. A empreitada, que deve ficar pronta durante 2010, inclui o aumento de mais uma via para lá da área de serviço de Loures (onde actualmente passa a duas), no sentido sul-norte, até à saída para Ericeira/Mafra/Malveira. A necessidade do alargamento é ditada pelo facto de o tráfego médio diário anual entre Loures e a Malveira já ultrapassar os 35 mil veículos. O piso irregular em betão, em notório mau estado, será substituído por uma mistura betuminosa modificada a partir de borracha reciclada de pneus. Esta solução permite reduzir o barulho provocado pela circulação de tráfego – além de aumentar o conforto para os utilizadores e, espera-se, assegurar também melhores condições da drenagem transversal e longitudinal à auto-estrada. No troço entre Loures e Torres Vedras, há sítios onde para se fazer a 120 quilómetros por hora é preciso ter-se cuidado. De acordo com o jornal Público, “nesta zona, o estudo do OSEC salienta a violação das normas técnicas relativas à inclinação excessiva da via, com descidas em distâncias muito superiores ao estabelecido. Além disso, há inúmeros pontos de risco de hidroplanagem, incumprimento dos raios para as curvas verticais (lombas) o que reduz “de forma grave” as distâncias de visibilidade e de paragem”. Mais problemas detectados por aquele organismo: “Curvas em planta muito apertadas, geradoras de elevadas acelerações centrífugas, que potenciam a perda de controlo da direcção do veículo”. O recente temporal deixou marcas nas áreas de serviço de Torres Vedras. Os ventos dobraram os grossos ferros de uma protecção do parque de estacionamento (sentido norte) e deixaram meio tombada a placa informativa do acesso na direcção sul. A via nesta zona, para o OSCE, apresenta sobretudo deficientes condições de visibilidade, devido a curvas verticais e algumas planas e riscos de hidroplanagem, em diferentes pontos nos dois sentidos. O troço entre a saída para o Bombarral e Óbidos padece dos mesmos problemas. Nas Caldas da Rainha, “a saída da zona industrial é perigosa”. Quem o admite é o presidente da Câmara, Fernando Costa

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