Mesmo no limite da entrada da cidade das Caldas, na zona do Casal da Crocha, ainda na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, existe uma placa onde se denuncia que não há esgotos. A placa não se sabe quem a colocou, mas todos os moradores estão solidários com a mensagem, uma vez que não têm saneamento e ainda assim a maioria paga a taxa que vem nas facturas da água. Indiferente parece estar a Câmara Municipal, uma vez que confrontado com esta situação Fernando Costa achou normal a ausência de saneamento na cidade e afronta mesmo os residentes que estão a poluir a céu aberto porque acha que merecem ser multados. “Não existem esgotos no Casal da Crocha, como em Alvorninha e na Ramalhosa, nem em muitas partes do Município”, declarou o presidente da Câmara. Confrontado com o facto de algumas habitações e indústrias terem esgoto a correr a céu aberto, o autarca considera que “é uma grave violação do ambiente por parte quem o faz”. “Toda essa gente deve ser multada. Ninguém pode pôr os esgotos das casas, das fábricas ou das pecuárias a correr para as linhas de água. Quem faz uma casa, uma fábrica, uma pecuária, tem de ter sistema de tratamento de esgotos e só há duas formas, ou há esgotos municipais ou fossa séptica como manda a Comunidade Europeia”. Porém, existe o facto de os moradores estarem a pagar uma taxa de saneamento quando não o têm. “Se não têm esgotos não podem pagar essa taxa de saneamento. Só há duas formas. Ou esgotos municipais ou fossa séptica”, manifestou Fernando Costa. Do lado dos moradores, apenas dois acederam falar ao JORNAL DAS CALDAS. “Na Estrada Nacional 114, na Rua Carreira do Gado e em muitas zonas do Casal da Crocha e da Lagoa Parceira não há nem nunca houve esgotos”, denunciou Floriano Tavares. Este morador, que também tem uma oficina automóvel, encaminha os seus dejectos para uma fossa séptica, que é despejada temporariamente pelos serviços da edilidade. “Tenho a fossa e comunico à Câmara para a vir despejar. Mas já cheguei a pagar saneamento. Ao fim de muito reclamar lá deixaram de cobrar e até recebi um reembolso de 104 euros”, explicou. “Já reclamei por diversas vezes para ter saneamento, mas nunca obtive solução”, lamentou. Floriano Tavares alegou que serão mais de meia centena de pessoas a deitar dejectos ou para fossas ou para terrenos agrícolas. Anabela Martins também deu a cara e denuncia que além de não ter esgoto em casa, “recebo os esgotos dos vizinhos” e que os encaminha no terreno. “Para não ter problemas com maus cheiros, mosquitos e ratazanas que chegam a comer os meus pintos, tivemos de encaminhar. Já reclamei na Câmara mas não vale a pena. Pago todos os meses a taxa de esgoto e já disse que não tenho tratamento e que o quero. De dois em dois meses cobram 4 euros por tratamento de esgotos e 5,5 euros de serviços diversos que não sei o que são”, revelou a moradora na Rua Carreira do Gado. De referir ainda que mesmo ao lado destas habitações há pequenas indústrias e negócios que também não têm qualquer sistema de ligação ao saneamento municipal e que se presume que tenham saneamento por fossas sépticas, embora não nos tenha sido possível confirmar. Carlos Barroso
No Casal da Crocha pagam-se esgotos inexistentes
13 de Janeiro, 2010
Mesmo no limite da entrada da cidade das Caldas, na zona do Casal da Crocha, ainda na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, existe uma placa onde se denuncia que não há esgotos. A placa não se sabe quem a colocou, mas todos os moradores estão solidários com a mensagem, uma vez que não têm […]
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