Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga de futebol, apresentou no I Congresso Internacional de Arbitragem dez medidas estruturantes necessárias à profissionalização da arbitragem, preconizadas num projecto-piloto que diagnostica os problemas e aponta as vantagens desta solução. Também o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, sugeriu, durante a abertura do evento, que decorreu no Centro Cultural e de Congresso das Caldas, a instalação de uma escola de formação de árbitros no Centro Desportivo de Lamego, onde o Governo vai efectuar uma remodelação de oito milhões de euros. “Daqui a ano e meio, dois anos, teremos à vossa disposição, em Lamego, instalações para uma escola de formação de árbitros, no Centro Desportivo que está já em remodelação”, disse o governante. A remodelação em curso irá permitir o surgimento do Centro Nacional de Formação Desportiva, dedicado em exclusivo à formação dos recursos humanos do desporto, onde, segundo o governante, terá cabimento a formação “de atletas, treinadores e também de árbitros”. O convidado de honra deste I Congresso foi o presidente do Sporting Clube de Portugal, José Eduardo Bettencourt, que também defendeu a profissionalização da arbitragem. “É um caminho que só pode ser trilhado pelos próprios árbitros. Acredito que a profissionalização da arbitragem iria dotar os árbitros de melhores qualidades físicas e técnicas, o que, consequentemente, reduziria a margem de erro. Isto traria mais confiança e melhoraria a qualidade do espectáculo”, argumentou o dirigente. Ao lado do presidente do Sporting estiveram, Olegário Benquerença, árbitro internacional, o presidente da comissão de arbitragem da Liga, Vítor Pereira, e o assessor do Conselho de Arbitragem, Nuno Castro. O Congresso teve quase duas centenas de inscritos e discutiu a “Captação e Formação de Árbitros na Escola Nacional de Arbitragem”, a “Profissionalização da Estrutura da Arbitragem” e as “Novas Tecnologias e Verdade Desportiva”. Carlos Barroso
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.




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