O Exemplo do Basebol – a lição de Don Fehr Na passada 5ª feira a Escola Superior de Desporto de Rio Maior, a Federação Portuguesa de Basebol e Softbol e o Comité Olímpico de Portugal organizaram uma conferência tendo como convidado o ex-presidente da Major League Baseball Players Association, Don Fehr. A conferência teve como tema “The economics of professional team sports in North America, and the relationship of the professionals to Olympic federations”. A conferência do Don Fehr abordou temas como a razão da evolução dos ordenados dos jogadores da Major League Baseball durante os 23 anos em que ele foi Director Executivo da Associação de Jogadores da Major League Baseball (foi o responsável por ter conseguido que, hoje em dia, os atletas de Basebol tenham aqueles contratos milionários que todos conhecemos), o volume de negócios e dinheiro que envolve a Major League Baseball (atingiu em 2008 – 6,5 Biliões de dólares), a evolução da intervenção da Major League Baseball pelo mundo, com destaque para a Europa, as razões do afastamento do Basebol dos Jogos Olímpicos, entre outros temas. Quando questionado pela plateia sobre como achava que o Futebol na Europa poderia evoluir na proporção que o Basebol conseguiu na América do Norte, afirmou que se as principais cidades europeias tivessem uma equipa forte (a exemplo do modelo americano, cada cidade aposta numa modalidade) poderiam avançar para uma Liga Europeia. Desta forma poderiam ter os melhores atletas a competir nesta liga, o que faria com que os patrocinadores, media, adeptos, entre outros, se associariam facilmente. Parece-me ser uma ideia fantástica! De certa forma, algumas organizações europeias (como a UEFA, por exemplo), tentam, através das competições europeias, encontrar uma fórmula que lhes permita associar a competição de alto nível a maiores ganhos financeiros para todos. Não é fácil, com a nossa cultura e mentalidade europeia, seguirmos estes modelos mais “americanizados” de “ver” o desporto. Mo entanto, há algo que eles defendem e que, a meu, ver é incontornável: só há negócio quando o espectáculo e os actores são bons: E qual é o adepto (seja qual for a modalidade!) que não gosta de um bom espectáculo? Pois… Enfim, tentemos reflectir sobre o exemplo do Basebol. Eu vou. Pedro Sequeira
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.



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