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Criança de três anos entra em estado de coma e morre

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Uma embolia cerebral poderá estar na origem da morte de um rapaz de três anos, Diogo Filipe Rocha Vagos, residente em Peniche. Exames realizados nos hospitais das Caldas da Rainha e de Santa Maria, em Lisboa, terão revelado a inexistência de metadona no organismo da criança, contrariando a hipótese do menino ter ingerido inadvertidamente o […]
Criança de três anos entra em estado de coma e morre

Uma embolia cerebral poderá estar na origem da morte de um rapaz de três anos, Diogo Filipe Rocha Vagos, residente em Peniche. Exames realizados nos hospitais das Caldas da Rainha e de Santa Maria, em Lisboa, terão revelado a inexistência de metadona no organismo da criança, contrariando a hipótese do menino ter ingerido inadvertidamente o fármaco, utilizado por um tio da vítima, em cuja casa passava alguns dias. De acordo com um familiar da criança, “exames de despistagem, como lavagens de estômago, efectuados nos dois hospitais não acusaram nada, a não ser uma substância cor-de-rosa, que se pensa seja pipoca com corante que o menino tinha comido”. O menino encontrava-se na casa de um tio, em Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, desde sexta-feira, para ir à festa anual da localidade. Na madrugada de domingo, quando um familiar tentou levantar a criança, que aparentemente estaria a dormir, para levá-la à casa de banho, não obteve reacção, sendo confrontado com uma postura como se estivesse em estado de coma. Os tios não esperaram por assistência médica e transportaram-no de imediato de mota para o hospital de Peniche, onde deu entrada às sete da manhã e fez ventilação assistida, e transferido para o hospital das Caldas da Rainha, onde foi assistido, acabando por ser encaminhado para o hospital de Santa Maria. Viria a falecer cerca das 19 horas de domingo. Segundo revelou um familiar, “a médica de serviço disse que ele tinha um problema na cabeça e que metade das células cerebrais não estava funcional”. Diogo estava a três meses de completar quatro anos e era “um menino adorado pela família”. Filho de mãe solteira, de 23 anos, estava agora mais tempo com a família, porque a creche da Paróquia que frequentava estava encerrada no período das férias escolares. “Foi um grande choque. A mãe era de uma grande dedicação para a criança”, lamentou um amigo da família. O gabinete de imprensa do Hospital de Santa Maria respondeu que não prestava informação sobre situações clínicas relacionadas com crianças, sem autorização de progenitores. Contudo, no fecho desta edição a mãe da criança também não tinha recebido confirmação da causa da morte. O funeral da criança ainda estava dependente da realização da autópsia, mas ficou estabelecido que incluirá missa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Peniche. Francisco Gomes

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