Apesar do mês de Maio ser considerado o mês das noivas, é no Verão que os portugueses mais gostam de casar. Segundo a estatística, são os meses de Julho e Agosto os mais escolhidos para os casamentos em Portugal. Registam-se em média 250 casamentos por cada dia dos meses de Julho e Agosto, o que dá mais de 15000 casamentos só neste pequeno período do ano. São por isso considerados meses cheios de amor. Na antiguidade, o mês dos casamentos era em Junho, uma homenagem ao Deus Romano Junho, considerado o Deus do casamento, do nascimento e do coração. O bolo de casamento, ou bolo de noiva como é mais conhecido, sempre teve um forte destaque em qualquer festa de casamento. Dita a tradição que o momento do corte do bolo representa a partilha da vida do casal com os seus convidados, familiares e amigos. Também a sua forma e disposição pretende passar uma mensagem, o primeiro andar representa os noivos e por cada andar que o bolo tiver a mais, será sinónimo de cada filho que o casal deseja ter. Deve-se também congelar umas fatias do bolo para celebrar o primeiro aniversário do casamento ou o baptizado do primeiro filho fruto desse amor. O bolo de noiva teve origem numa antiga tradição Romana que consistia em o noivo quebrar um pedaço de pão em forma de pássaro sobre a cabeça da noiva. Esta cerimónia funcionava como uma bênção para que a noiva tivesse vida longa e muitos filhos. Com isto acreditava-se também que ficava simbolizado o domínio do noivo sobre a noiva. Anos depois tornou-se costume os convidados de um casamento presentearem os noivos com pequenos bolos, que iam sendo empilhados uns em cima dos outros até formarem uma torre bem alta. Os noivos eram colocados um de cada lado da torre e cabia-lhes a tarefa de conseguirem beijar-se sem os derrubar, se o conseguissem teriam uma vida de sorte e prosperidade. Foi então que um chefe pasteleiro se inspirou neste ritual e fez um único bolo grande e decorado. A partir daí todos os pasteleiros iniciaram seus trabalhos com bolos ornamentados. No entanto, nessa época os ingredientes eram difíceis de encontrar, assim uma cobertura branca significava que era feito do melhor açúcar. As famílias eram consideradas mais influentes quanto mais branco fosse o bolo, cor esta que passou a ter uma conotação simbólica de pureza e virgindade. Outro facto importante era o noivo ter também um bolo que era servido aos convidados no final da festa para que estes se alimentassem no regresso a suas casas. Recorde-se que nessa época os transportes eram bastante menos velozes do que nos dias de hoje. Enfim, mitos ou verdades, o bolo de noiva tornou-se um grande símbolo, e por ser tão importante, é hoje confeccionado como uma verdadeira obra de arte, desde o formato clássico aos mais modernos bolos personalizados com motivos que lembram a vida do casal. Hoje em dia são inúmeras as técnicas usadas na sua confecção, existe inclusive um certo glamour que envolve a preparação do bolo que vão desde os seus ingredientes até á sua finalização. Depois das atenções que são dadas à noiva, o bolo da festa é sem dúvida a outra sensação do cerimonial do casamento. Muitas são as lendas e historias que envolvem o casamento e se dermos uma volta ao Mundo encontramos tradições e superstições que fazem deste dia um dia muito especial. Na China surgiu que a cor do amor é o vermelho, porque os noivos bebem vinho em copos atados por uma fita vermelha. Na Alemanha a noiva leva sal e pão nos bolsos para ter uma boa recompensa, o noivo leva cereais para ter saúde e sorte. Na Turquia as amigas solteiras da noiva assinam seus nomes na sola de seu sapato, a assinatura que ficar mais gasta será a próxima a casar. Na Inglaterra se a noiva encontrar uma aranha no seu vestido terá muita sorte. Na Holanda os noivos plantam um pinheiro em sua casa símbolo de sorte e fertilidade. No Egipto as mulheres beliscam a noiva para lhes dar sorte no casamento. No Médio Oriente as noivas são pintadas nas mãos e pés para ficarem protegidas do mau-olhado. Na Índia o irmão do noivo atira flores sobre o casal para os proteger do mal. Na Suécia a noiva coloca uma moeda de prata e outra de ouro em cada sapato para que nunca lhe falte o dinheiro. Em Marrocos as mulheres tomam um banho de leite para se purificarem antes do casamento. Na Dinamarca os noivos trocam a roupa um com o outro para baralharem os maus espíritos. No Egipto as mãos dos noivos são literalmente atadas em sinal do seu laço de união, e dai adveio a expressão “dar o nó”. Os Romanos ditaram a tradição de usar damas de honor vestidas de maneira semelhante á noiva, para a proteger dos maus espíritos impedindo-os assim de a reconhecer. Segundo a tradição Hindu chover no dia do casamento é sinal de muita sorte. No Egipto a família da noiva cozinha durante a primeira semana para que os noivos possam desfrutar o início do casamento em pleno. As alianças são colocadas no quarto dedo, porque se pensou durante muito tempo que uma veia desse dedo estava ligada directamente ao coração. Existe ainda a tradição que a noiva não deve cozinhar o seu bolo de casamento. As noivas devem colocar açúcar dentro das luvas, pois este adoça a sua união. As ferraduras são objectos de sorte num casamento devido á sua forma de lua, símbolo de fertilidade. O noivo deve levar a noiva ao colo para o seu quarto para a proteger dos maus espíritos que estão à espreita no chão da porta. Por tudo isto a festa do casamento é a festa mais respeitada em todo o mundo. Seja no Verão ou no Inverno qualquer mês é bom para começar uma vida nova desde que façam desse dia o vosso grande dia… E já agora; vai casar? Então muitos parabéns! Teresa Henriques Cake & Chocolate Designer www.teresacakedesigner.com
Bolos de Noiva, origens e superstições
19 de Agosto, 2009
Apesar do mês de Maio ser considerado o mês das noivas, é no Verão que os portugueses mais gostam de casar. Segundo a estatística, são os meses de Julho e Agosto os mais escolhidos para os casamentos em Portugal. Registam-se em média 250 casamentos por cada dia dos meses de Julho e Agosto, o que […]
Bolos de Noiva, origens e superstições
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários