Lembram – se de Viriato? O pastor lusitano que venceu nove generais da grande Roma? Num regresso ás origens recomendo uns dias na silenciosa vila de Folgosinho, berço deste herói histórico e de tantas pessoas que com simplicidade enfeitam as suas ruas estreitas. Situada na encosta norte da Serra da Estrela, a 933 metros de altitude, Folgosinho é o destino perfeito para fugir á rotina e passar uns dias num cenário idílico e saudável. Em alternativa ao centro comercial, esta vila tem para oferecer história, saborosos petiscos, a simpatia do povo e paisagens deslumbrantes. Uma subida a pé ao cimo dos montes que compõem a cordilheira que se ergue a sul, S. Domingos (1270m), S. Tiago (1490m) e Santinha (1590m), por caminhos de cabras ladeados de amoras silvestres e castanheiros é revigorante. O ar é puro e fino e as águas frescas e cristalinas. Do alto do monte o espectáculo visual é deslumbrante, composto por um horizonte infinito de montanhas salpicadas por inúmeras povoações dos concelhos de Gouveia, Mangualde, Fornos de Algodres e Celorico da Beira. Folgosinho é um labirinto de casas de pedra com cantos e recantos deliciosos. No centro está o pelourinho que, como noutros tempos, continua o ponto de encontro das gentes locais. Sobre o povoado ergue-se o castelo, jóia rara de puro quartzo branco-rosado engastado na granítica Serra da Estrela. As várias fontes e lavadouros, bem como os azulejos com poemas e ditos populares são encantos a descobrir ao virar de cada esquina. Casas rústicas remodeladas com as tradicionais lareiras, no meio do povoado são uma excelente opção de alojamento. A relação qualidade/preço não podia ser melhor e por 25/30 euros noite temos uma casa equipada. Os sabores da serra podem ser apreciados nos restaurantes da vila, famosos pela chanfana, a carne de javali e os enchidos, queijos e presunto que dispensam apresentações. O cheiro a lenha ao anoitecer, o pão de centeio quentinho, o nevoeiro do fim da tarde, as histórias que os mais antigos anseiam por contar e a tranquilidade das horas sem pressa são boas razões para dar um saltinho a este paraíso aqui tão perto. Natacha Romão
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