Um destes dias, Jesus olhando do Céu para a Terra, reparou em Portugal e viu que o Sistema de Saúde andava num caos. De facto os Centros de saúde eram poucos e havia lugares em que as populações tinham de andar quilómetros para encontrar um e para terem uma consulta tinham de se levantar de madrugada e, mesmo doentes, esperar à chuva e ao frio, pela sua vez. Como os médicos eram poucos, as horas de espera eram longas e se por vezes havia um caso urgente, bem o doente morria antes de ser atendido. Achou Jesus que isto estava mal e que era preciso fazer alguma coisa. Assim, resolveu descer à Terra e foi até um Centro dos mais carenciados e frequentados. Meteu-se entre a multidão dos doentes que esperavam a sua vez e logo que viu um médico acabar o seu turno de serviço, vestiu uma bata branca e entrou na sala de consultas, pronto a iniciar o seu trabalho. A primeira doente que lhe apareceu foi uma mulher agarrada a duas canadianas e que mal se podia mexer. – Então, minha senhora, de que se queixa? perguntou Jesus feito médico. – Olhe, senhor doutor, estou quase paralítica; mal posso andar e tenho muitas dores. Só consigo arrastar-me usando estas duas canadianas, mas mesmo assim com muita dificuldade. Então o médico (Jesus), disse-lhe: Pouse as canadianas, ponha-se de pé e caminhe até à porta. A mulher assim fez. Então Jesus disse-lhe: pode ir embora. Estava curada. Chegando cá fora os outros utentes perguntaram-lhe com ansiedade: Então que tal é o novo médico? Resposta da mulher curada: Ora, é como os outros; nem se quer me auscultou!!! Aquela mulher não reparou que fora curada completamente dos seus males e que o médico não fora menos eficiente pelo facto de não a ter auscultado. É assim. Muitas pessoas só se sentem bem atendidas se o médico gastar com elas muito tempo, fazendo o que não é preciso. Ora o trabalho é algo de muito valor e deve ser aplicado quando necessário. Aquela mulher achava que o médico era negligente por não ter feito o que ela queria, quando afinal fizera o principal – tinha-a curado radicalmente. Com tais mentalidades não há Centro de Saúde que satisfaça, se bem que eu concorde que muita coisa vai mal. A culpa é do sistema, mas também muitas vezes é dos utentes que ocupam o médico com coisas inúteis, não lhe deixando tempo para atender os casos verdadeiramente urgentes. Maria Fernanda Barroca
O valor do trabalho
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