Já em tempos tinha usado esta imagem “de um outro olhar” por Caldas. Penso ser uma expressão feliz e que traduz numa imagem, algo poética, a necessidade de propor e começar a galvanizar os caldenses para uma outra política que inverta o caminho do desenvolvimento bacoco/tecnocrático, que o Dr. Fernando Costa e a sua equipa, do PSD, lhe têm imprimido; para além de disparates tão diversos como “crimes” urbanísticos, ambientais e desatenção com problemas sociais (onde avulta o desemprego), que ao longo de já mais de duas décadas, têm tornado Caldas (uma cidade e um concelho), que é, muitas vezes, “colocada no mapa” mediático português, pelas piores razões. Esse “outro olhar”, tem de ser um olhar novo, progressista e arrojado, que ao invés do pseudo-olhar desenvolvimentista, porque bairrista (no pior sentido) e vesgo, muitas vezes, olha as Caldas, como se uma ilha fosse, isolada dos concelhos limítrofes e não sabendo criar sinergias com estes. Caldas, pela sua grandeza e situação estratégico-geográfica, poderia desempenhar um muito maior, mais eficiente e inteligente papel num desenvolvimento sustentado de toda esta parte oestina, do território português. A dificuldade que tem existido, por razões pessoais, de lideranças, em articular uma estratégia com o concelho de Óbidos, para defesa da nossa bela Lagoa, é o exemplo mais acabado de uma visão egoísta carreirista e vesga para um problema de uma gravidade enorme, que me escuso de explicitar, em termos mais concretos, porque já muitas vezes o fiz, sobretudo no “misturagrossa”. Mas se a Lagoa é um bom exemplo, com grandes culpas, a cargo da liderança camarária caldense, o caso do definhamento da Linha férrea do Oeste é um exemplo ainda maior, pela amplitude de concelhos, que abarca, que não têm sabido ou não se empenhado para encostar os Governos à parede e os obrigar a obras, a sério, de modernização da Linha (o plano no âmbito do PROT, a propósito das compensações, pela não construção do Aeroporto, na Ota, é quase uma anedota, porque pouco moderniza e o faz num prazo tão dilatado no tempo, que costumo dizer, com humor e ironia, que dessa “modernização e muito mais de uma modernização, a sério, só conto beneficiar na próxima encarnação, sequente à inevitável morte. Um outro e recente logro, montado por um “viajante”, vendedor, meio charlatão e aproveitado pelo Governo de Sócrates, está aí e vai dar muito que falar. Trata-se do futurista Hospital do Oeste Norte, que é ou poderá ser uma perigosa e grave falácia, por várias razões. Desde logo a primeira razão tem a ver com a própria promessa da sua edificação, que, legal e concretamente, tem vindo a ser adiada, com a desculpa de que os municípios (sobretudo os de Caldas e de Alcobaça) não se entendem quanto à sua localização. Depois esta promessa “socrática”, que depois do despacho ou decreto governamental publicado, demora (por razões técnicas) oito, dez ou mais anos a inaugurar o hipotético novo hospital, adia ou faz mesmo esquecer a mais que necessária obra de ampliação do Hospital Distrital das Caldas da Rainha; já em rotura e prejudicando gravemente os cuidados hospitalares, a prestar às populações norte-oestinas. Mas mesmo que a projectada nova unidade hospitalar construída venha a ser, na actual situação de crise, a sua entrada em funcionamento, daqui por ainda bastantes anos, como se viu anteriormente, não acautela a continuidade em funcionamento dos três hospitais, que substitui; podendo assistir-se (pasme-se) a uma redução de camas hospitalares na região. Finalizo com o anúncio, na imprensa, da “regeneração urbana das Caldas da Rainha (que) vai poder contar com dez milhões de euros”, conforme título de uma notícia do “Público”, de 9 de Julho, a que também a imprensa local, também se referiu, dizendo o referido diário, que neste projecto “um parque de estacionamento subterrâneo na Avenida da Independência Nacional, com capacidade para 3oo lugares, onde será investida a maior fatia do orçamento; (custará) quatro milhões de euros.” Considero este gasto e este projectado “armazém” de automóveis, um despesista disparate, que bem retrata a errática e errada estratégia da Câmara, para a cidade. Desde logo porque aquilo que é o coração histórico e estratégico da cidade – a Praça da Fruta – recebe obras de mera cosmética, quando bem necessitava de uma intervenção de fundo e, talvez, aí sim, de um parque de estacionamento (tornando o acesso automóvel àquela zona da cidade condicionado), para benefício de vendedores e turistas que ainda nos visitam motivados, ainda, pela fama passada do mercado, que a Câmara vem deixando morrer e degradar-se, ao longo de anos e anos, de uma “criminosa” inércia e falta de visão estratégica de futuro, deixando morrer o sonho de uma Praça renovada, mas não descaracterizada; para a qual há soluções, se rasgo e visão estratégico-política houvesse, por parte da edilidade e da sua liderança. Mas não não há. Nem há a compreensão de que as “marcas” fruta e artesanato caldense vende e poderia ter naquele lugar, como no passado teve, um espaço polivalente, também com caves, de excelência. Espaço que muito vendeu e poderia voltar a vender, a turistas nacionais e estrangeiros, dando mais emprego, desenvolvimento económico e projectando com eficácia a agricultura regional e a indústria artesanal caldense. Mas com o Dr. Costa e o seu caldense PSD, como diz o dito: “tudo como dantes no Quartel-general de Abrantes”!… Fernando Rocha – cabeça de lista à Assembleia Municipal pelo Bloco de Esquerda
A urgência de um outro olhar para as Caldas
12 de Agosto, 2009
Já em tempos tinha usado esta imagem “de um outro olhar” por Caldas. Penso ser uma expressão feliz e que traduz numa imagem, algo poética, a necessidade de propor e começar a galvanizar os caldenses para uma outra política que inverta o caminho do desenvolvimento bacoco/tecnocrático, que o Dr. Fernando Costa e a sua equipa, […]
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