Q

Viver nas Caldas

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
As Termas Atravessado o maravilhoso Parque e munida com o electrocardiograma, Raio X e as duas análises requeridas para o tratamento, dirigi-me ao Hospital Termal. Atendeu-me uma médica que, em tom amistoso, recomendou 14 tratamentos – um de bolha-de-ar (imersa num jacuzzi quente, nas banheiras antigas de pedra, em gabinetes privados, arejados e limpíssimos) seguido […]

As Termas Atravessado o maravilhoso Parque e munida com o electrocardiograma, Raio X e as duas análises requeridas para o tratamento, dirigi-me ao Hospital Termal. Atendeu-me uma médica que, em tom amistoso, recomendou 14 tratamentos – um de bolha-de-ar (imersa num jacuzzi quente, nas banheiras antigas de pedra, em gabinetes privados, arejados e limpíssimos) seguido do banho Vichy (massagem manual debaixo de duche quente). O serviço é impecável no cumprimento do horário (não há praticamente esperas) e principalmente na competência dos seus qualificados Técnicos de Termalismo (estagiários ou de formação concluída). A Coordenadora do Serviço actua com serenidade, é delicada no trato e acessível (prestou-se a mudar-me o horário, para minha conveniência, com pouco tempo de aviso, o que aqui lhe agradeço). Cá em baixo, o pessoal a cargo dos vestiários, atento às prioridades de horário dos clientes, luta por vezes com a falta de capacidade dos mesmos. No fim, todos nos preparamos a tempo de, vestidos com os robes brancos, nos dirigirmos ao primeiro andar para sermos chamados ao início do tratamento. Tudo isto se passa no edifício que conserva um certo encanto de outrora com os seus espaçosos corredores, tetos altos e janelas amplas. A maioria dos utentes são pessoas na idade da reforma e, como eu, aparentam modestos meios económicos. Isto lembra-nos a nossa Rainha D. Leonor que há mais de cinco séculos, decidiu em boa hora, iniciar todo este processo terapêutico que o esforço de muita gente continuou até ao presente. O único ‘senão’ inclui a nossa muito nacional sub-cultura de falarmos em altas vozes mesmo que estejamos ao lado uns dos outros. Este hábito arreigado vai contrariar, de certa maneira, o benefício do tratamento relaxante e prejudicar o trabalho dos técnicos cuja concentração é essencial para o seu próprio bem-estar (o trabalho de massagem exige um esforço não só físico mas também mental). Será necessário que todos aprendamos a respeitar o direito cívico de cada um, de estar tranquilo, de não ser obrigado a ouvir conversas relativas ao quotidiano dos demais. Só com esta tomada de consciência poderemos receber o inteiro benefício desta experiência que considero um dos muitos privilégios de Viver nas Caldas. Contou-me uma das senhoras vendedeiras da Praça da Fruta que não há muitos anos, as Caldas se enchia de muitos nacionais de outras regiões e muitos espanhóis que ocupavam hotéis (havia muitos mais que agora), pensões e quartos alugados em casas particulares e que toda esta gente trazia muito lucro às Caldas. Será tempo, talvez, de termos uma visão alargada que incluiria o uso dos Pavilhões para o desenvolvimento das Termas, na sua capacidade de atendimento das terapias existentes (algumas já com estatuto de excelência) das terapias adicionais, dum serviço ambulatório de curto e longo prazo, amenidades várias, lojas e um hotel de nível internacional . Um projecto que fizesse de todos os edifícios à volta das Hospital Termal e servidos pelos esplêndidos Parque e Mata, parte integrante de um Complexo TerapêuticoTurístico que muito beneficiaria a economia local e nacional. Creio também que, conservando uma vertente de acção e espírito mutualista iríamos ao encontro da ideia primeira da nossa mui digna Rainha D. Leonor. Margarida Mauperrin

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1

Concurso de cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

O Chefe do Ano, o maior e mais prestigiado concurso de cozinha para profissionais em Portugal, revelou os 18 concorrentes apurados para as etapas regionais da sua 37.ª edição, após uma fase de candidaturas que reuniu mais de 200 profissionais.
As três eliminatórias regionais decorrerão em abril. A primeira, referente à região Centro, será realizada no dia 14 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha. A segunda, da região Sul & Ilhas, acontecerá a 22 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.

concurso