Numa cerimónia pouco divulgada a praia do mar da Foz do Arelho hasteou mais um ano consecutivo a Bandeira Azul apesar do avanço do mar ter reduzido para metade areal que continua sujo. Mas este ano há um motivo de festejo extra, já que a praia da Lagoa, pela primeira vez, e como forma de preparação para uma candidatura à Bandeira Azul cada vez mais provável, hasteou a Bandeira da Acessibilidade. À margem da cerimónia um dos nadadores salvadores em serviço na praia do mar da Foz do Arelho denunciou que o areal continua sujo e que o mar, devido a todas estas mudanças da aberta, está mais perigoso, além de alertar para a perigosidade da embocadura, uma vez que está mais perto dos veraneantes pelo encurtar da praia. “Com as obras a aberta ficou mais perigosa. Bastante mais perigosa”, alerta Iuri Oliveira, explicando que a embocadura “está mais na zona de banhos da praia do mar”. “A praia neste momento tem segurança porque estamos cá, mas não tem zona de banhos apropriada. O mar está bastante mais perigoso”, avisa. A zona da embocadura, chama a atenção o nadador salvador da concessão do bar Ala Norte, “é interdita a banhos” porque “é a zona mais perigosa da Foz do Arelho” e por isso aconselha as pessoas “a tomarem atenção às bandeiras, às ordens dos nadadores salvadores e tomarem banho nas zonas concessionadas e indicadas e terem a consciência de que o mar não é para brincadeiras”. Iuri Oliveira frisa ainda que a aberta não é concessionada e este ano por estar muito mais apetecível a banhos, por estar mais perto dos veraneantes, deveria ter placas de interditação a banhos ou até uma vigilância permanente para que não haja ninguém a aventurar-se naquelas águas. “A aberta não é a nossa zona, mas não voltamos as costas e vamos estar atentos. Mas como a época balnear está já em pleno funcionamento, já deveria ter ali placas de proibição a banhos ou até vigilância”, refere. O responsável denuncia que ainda não se viram máquinas a limpar a areia. “No fim-de-semana de 1 e 2 de Junho esteve aqui muita gente e só se via pessoas apanharem lixo para dentro dos sacos, mas depois não tinham onde os deixar. Desde esse dia ainda não apareceu uma única máquina a limpar o areal”, revela, sublinhando que todos os dias ele e os colegas apanham lixo do areal. Iuri Oliveira aponta que “apesar de todos os sinais que avisam que os animais não podem estar na praia, as pessoas teimam em trazer o cão, gato e outros bichos para o areal e deixam sempre o cócó deles para trás”. Esta teimosia das pessoas estende-se também às placas referindo zona perigosa, “mas as pessoas teimosamente continuam a tomar banho nestas zonas e não ligam aos avisos”. O nadador salvador indica que as placas junto à arriba ao Facho avisam que aquela área é perigosa e por isso aconselha as pessoas a não fazerem praia naquele espaço. O vereador Hugo Oliveira anunciou que “estão a ser tomadas medidas uma vez que a zona na aberta e junto às chapas ficaram com fundões e são zonas perigosas”. “Estamos a falar de uma área que não é da Câmara, mas ainda assim temos a preocupação de que haja segurança, falando com as entidades responsáveis, para tomarem as medidas necessárias”, disse. A área concessionada deste ano na praia do mar terá metade das barracas na época alta, ou seja, em Julho e Agosto, pois o espaço do areal é bastante menor, passando das anteriores 300 barracas para umas 150 ainda por montar. Também os concessionários da Lagoa se queixam que o areal está mais sujo e que este ano ainda nenhuma máquina limpou a areia. “Agora até lodo temos tirado da areia. Era importante que houvesse mais limpeza”, queixam-se José Luís Gomes e Faustino Costa Já quanto à área para a colocação de barracas, ambos dizem que “cada vez temos menos espaço devido ao avanço da água. Montámos as mesmas barracas mas tivemos de as estender pelo areal, que recuou cerca de 50 metros”. “Tememos o avanço do mar e não vimos ninguém a fazer nada. Com menos espaço, vamos ter menos pessoas e logo teremos menos negócio”, lamentam. Hugo Oliveira considera que apesar de haver menos espaço em termos de areia, a praia da Foz terá mais gente ou pelo menos o mesmo número de pessoas. “Continua a ter a Bandeira Azul e é uma praia em que as pessoas podem continuar a vir. Este ano se calhar não terão tanto espaço. Se não tiverem a três metros uns dos outros estão a dois. A praia tem condições para receber o mesmo número de pessoas. A Câmara teve a preocupação de reduzir a animação de Verão na praia para não roubar espaço. Nós estamos a preparar apenas um espaço para as crianças junto ao barco, de forma a não retirar espaço na praia”, anunciou. Os concessionários da praia da Lagoa reconhecem que o facto de aquela zona ter hasteada a bandeira da acessibilidade “é bom para o negócio”. Os concessionários de praia assim como a Câmara Municipal não pensam em criar cacifos para que os veraneantes guardem os seus valores em vez de os deixarem nos carros ou no areal enquanto desfrutam do sol e da água. Ambos refutam tal solução atirando esta questão de segurança para as autoridades, aconselhando que as mesmas devem vigiar mais as viaturas. De qualquer forma, julgam que não há furtos na Foz do Arelho, apesar de as estatísticas dizerem o contrário. “Nesta zona não há assaltos”, afirma Faustino Costa, que disse que não vai ter este serviço de cacifos, mesmo que fosse a cobrar. A mesma opinião tem José Luís Gomes, que pensa que ainda que a praia da Lagoa “é uma zona pacifica”. O vereador Hugo Oliveira declarou que tem estado em conversa com a GNR no sentido de “libertar alguns homens para essa função de vigilância”. O transporte gratuito na Foz do Arelho mantém-se, mas este ano poderá aparecer um comboio turístico que ligue com frequência a cidade das Caldas à vila da Foz do Arelho. “Há privados que deverão apresentar soluções de transporte entre as Caldas e a Foz de uma forma diferente. Havia um promotor que pensou em ter um comboio que fizesse essa ligação. Há outra proposta para aluguer de bicicletas e outra para ciclomotores. Acho que devemos dar espaço aos privados para terem essas possibilidades para as pessoas se deslocarem para a Foz em soluções ecologicamente viáveis”, disse. Carlos Barroso
Foz do Arelho hasteou Bandeira Azul e Bandeira da Acessibilidade
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