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Quem se preocupa com o amanhã está hoje a olhar para o “boneco”…

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“Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro”. (John F. Kennedy – ex-Presidente dos Estados Unidos da América) Adivinhar o futuro é um desejo que sempre nos acompanhou. Neils Bohr, Prémio Nobel da Física em 1922, divertia-se a dizer que as “previsões eram muito difíceis, especialmente sobre o […]
Quem se preocupa com o amanhã está hoje a olhar para o "boneco"...

“Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro”. (John F. Kennedy – ex-Presidente dos Estados Unidos da América) Adivinhar o futuro é um desejo que sempre nos acompanhou. Neils Bohr, Prémio Nobel da Física em 1922, divertia-se a dizer que as “previsões eram muito difíceis, especialmente sobre o futuro”. Na realidade, no mundo empresarial, prever o futuro e conseguir antecipar as necessidades que virão com ele são o único meio de orientar a inovação de uma forma eficaz. O problema é que fazer futurologia não é tarefa fácil e, como avisa Tom Peters (autor da obra “Círculo da inovação”), a inovação raramente é fruto das boas análises do mercado, mas sim de pessoas que vivem em constante “irritação com o estado das coisas”. No entanto, num mundo em constante mudança, antecipar as tendências futuras torna-se uma prioridade. Lewis Platt, da Hewlett Packard, defende que “o que quer que o fez ter sucesso no passado não o fará ter sucesso no futuro”. Consciente disto, John Chambers, da Cisco Systems, acredita que “quem chegar primeiro (ao futuro) ficará com o melhor lugar”. Desta forma, perceber hoje os sinais de mudança revela-se prioritário para a sobrevivência de qualquer organização. Sam Hill, autor do livro “60 tendências em 60 minutos”, defende que uma tendência deverá obedecer sempre a dois critérios: ser efectivamente importante e estar suportada por dados. Na verdade, quando tentamos antecipar uma tendência futura, o que fazemos não é mais do que identificar movimentos actuais emergentes, que acreditamos já terem sustentabilidade para emergir. Serve esta introdução para vos falar de uma tendência que baptizei de advertoon. Suportada por enormes sucessos virais já premiados nos mais prestigiados festivais publicitários (de que são um bom exemplo os anúncios para televisão “Water Boy” da Evian ou “Grr” da Honda), o advertoon podia resumir-se à utilização crescente do uso do desenho animado (cartoon) na comunicação. Na verdade, este retorno à “simplicidade” do desenho animado não é mais que um retorno às próprias origens da publicidade. Capaz de passar mensagens de forte carga emocional, o advertoon tem sido, inteligentemente, explorado na comunicação de muitas organizações não lucrativas. Com uma receptividade de destinatários que podem ir dos 8 aos 80 anos, o uso do desenho animado mostra-se um facilitador numa comunidade que desenvolve, cada vez mais, a sua retenção visual em detrimento da auditiva. Para além desta vertente pictográfica, tendências como a retroactividade (retorno ao que já foi moda no passado) e o peterpanismo (propensão dos mais velhos terem comportamentos cada vez mais jovens) dão uma ajuda preciosa para o crescimento do advertoon. Pela simplicidade característica da mensagem animada, a própria barreira linguística é, substancialmente, reduzida e os sucessos comerciais no cinema das produções de animação provam-nos como os “bonecos” são para todas as idades. Na verdade, num tempo em que as pessoas estão, constantemente, a ser bombardeadas por estímulos publicitários, a simplicidade do advertoon tem-se revelado um eficaz antídoto contra o “consumidor de cimento” – já impenetrável à publicidade tradicional. Naturalmente, quando falamos desta tendência, referimo-nos a uma dimensão global. Contudo, não posso deixar de pensar que, no nosso país, o advertoon possa ainda ter maior impacto, tendo em conta a quantidade de gente que passa o dia a olhar para o “boneco”…

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