Na noite dedicada aos Museus muito público deslocou-se ao Parque D. Carlos I e teve a oportunidade de reviver os “loucos anos 20”, com dezenas de figurantes a desfilarem numa autêntica passerelle, só estragada pela chuva que começou a cair quase no final do evento. Ainda assim, esta organização no dia 16 de Maio foi um grande sucesso. Pretendia-se recriar o ambiente histórico de animação nocturna do Parque D. Carlos I, nomeadamente da vivência social e cultural do Casino, nos anos 20 do século passado. O projecto decorreu na sequência da iniciativa “Um dia no Parque” que, em 2005, assinalou as comemorações dos 150 anos do nascimento de José Malhoa e o centenário da morte de Rafael Bordalo Pinheiro. Agora fez-se esta recriação histórica através de uma parceria com o Colégio Frei Cristóvão, de A-dos-Francos, coordenado pela professora Sandra Guimarães. O projecto tinha como objectivos “sensibilizar para a função identitária do Museu através da sua relação com a comunidade local e seus espaços de vivência e memória, incentivar o gosto pela valorização e conservação do património cultural e promover o contacto inter-geracional e a relação entre as várias instituições da comunidade local”. O presidente da Câmara, Fernando Costa, considerou que esta iniciativa “pode ajudar a divulgar a cultura”. “Estamos perante um dos melhores Museus de Portugal em Pintura e há muita gente das Caldas que não o conhece bem. Tem nesta noite uma boa oportunidade de o conhecer melhor. Temos também um Museu de Cerâmica, os Museus de Escultura de António Duarte, Barata Feyo e João Fragoso, Museu de Ciclismo, Museu do Hospital e das Caldas, que muita gente não conhece. Há mais gente de fora a ver os Museus do que pessoas das Caldas”, disse. Matilde Couto, directora do Museu, classificou esta festa “um momento de mostrar e viver o património, de motivar a juventude para este património amando a cultura”. Aproveitando tão vasta moldura humana, Matilde Couto lembrou as actividades que se desenvolvem nos Museus das Caldas. “Decidimos fazer reviver os anos 20, mas vamos apostar talvez nos anos 70 no próximo ano, porque o Parque foi uma loucura com ballet no Lago”, revelaram Carlos Coutinho e Sónia Matos, do grupo de organizadores do evento da noite dos Museus. “A população aderiu e temos até figurantes que se associaram a nós o que é bastante importante, pois conseguimos trazer animação ao Parque e ao Museu, trazendo toda a comunidade e população. Queremos que as pessoas vejam o Parque e os Museus de outra forma”, disseram. Maria do Rosário Sabino, administradora do Centro Hospitalar Oeste Norte, na qualidade de entidade gestora do Parque D. Carlos I, apelou para a continuidade de eventos do género no maior espaço verde da cidade, pois será também uma forma de devolver o Parque à população. A responsável indicou que o CHON está apostar na reabilitação de algumas áreas do Parque D. Carlos I que poderão ser utilizadas em eventos, nomeadamente um espaço para actuarem as Bandas. “Nestes eventos vêm pessoas que não frequentam o Parque. O espaço deve ser mantido e recuperado para ser usufruído pela população”, frisou. Entre outros, participaram no evento alunos, professores, pais e familiares do Colégio Frei Cristóvão, a Universidade Sénior, a Banda de Alvorninha, Danças de Salão de Casais da Serra, Danças de Salão de Turquel, para além de colectividades locais. Os alunos do Centro Hípico “O Pintas” participaram no desfile no parque D. Carlos I. Mara Constâncio, Estêvão Ferreira, Marisa Suzano, André Neves e Alexandra Henriques estiveram presentes com três cavalos. Já um colaborador do Centro montou um pónei, enquanto que alguns figurantes e alguns elementos do Rancho Folclórico da Fanadia usaram a burra do Centro Hípico, numa carroça antiga. Carlos Barroso
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.




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