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Violência nas escolas

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Debate sobre Bullying na Semana da Juventude Integrado na Semana da Juventude, decorreu no grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha uma jornada de debate sobre o Bullying, onde foi visualizado um documentário do jovem realizador Manuel Guerra. “Alinha” é o título do vídeo, que se propôs a lançar o […]
Violência nas escolas

Debate sobre Bullying na Semana da Juventude Integrado na Semana da Juventude, decorreu no grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha uma jornada de debate sobre o Bullying, onde foi visualizado um documentário do jovem realizador Manuel Guerra. “Alinha” é o título do vídeo, que se propôs a lançar o debate sobre Bullying – perseguições físicas e psicológicas de jovens sobre jovens nas escolas – e dar o seu contributo para combater este mal que vive enraizado nos estabelecimentos de ensino. O documentário recolhe os testemunhos de cinco colegas do secundário, Catarina, Diogo, Francisco, Tiago e Mário, cujas vidas balançaram entre o desespero e a ridicularização, e apresentam-nos o seu dia-a-dia. Retalhos de situações aparentemente banais, revelam os seus quotidianos. “Jovens que procuram uma nova atitude perante a vida. Uns foram incompreendidos e outros agredidos. As razões infelizes foram várias. Mas ambos têm em comum momentos do dia em que, eles próprios, se tornam alvo dos olhares, de gozos, de repúdio, da confrontação, de agressão e de várias situações constrangedoras. A raiz desse ódio confuso está-lhes ainda inacessível. Alguns chegaram a pensar que essas situações seriam somente resultado das suas atitudes. Achavam ser o que os outros continuadamente afirmavam. O presente é o reflexo dessas situações passadas. Alvo de uma nova visão será as consequências directas que actualmente são visíveis na vida destes jovens”, manifestou Manuel Guerra, numa linguagem e num tom ao nível da assistência, que captou a atenção de muitos dos presentes que lhe fizeram perguntas directas e sem rodeios. O jovem realizador confessou ter sido durante um mês alvo de Bullying, mas desdramatizou essa situação, que soube ultrapassar. “Um dia a turma virou-se para mim. Eu não fiquei tramado com isso, mas houve colegas que ficaram tramados. Todas as turmas têm sempre um mais forte e o mais fraco e isso pode implicar uma vida tramada para alguém”, disse. O estudante acredita que “todas as escolas sem excepção têm Bullying”, porque “é um fenómeno de grupo no comportamento das pessoas que se riem quando o agressor faz mal há vítima e isso estimula-o a fazer de novo e de forma repetida”. O jovem realizador apontou que o novo fenómeno é o cyberbullying. A técnica da acção social, Patrícia Oliveira, definiu que o cyberbullying “é utilizar tecnológicas de informação e comunicação, no caso a Internet ou o telemóvel, para hostilizar, deliberada e repetidamente, uma pessoa, com o intuito de a magoar”. Existe outro crescente tipo de Bullying, contra professores e auxiliares de educação, em que as mesmas crianças e jovens agridem e maltratam os colegas no recreio, “ofendem os professores, gozam com o seu aspecto físico e ameaçam-nos, dentro da sala de aula. Os professores são rebaixados e humilhados pelos alunos”. Patrícia Oliveira descreveu os vários tipos de Bullying, referindo que o emocional “exclui, atormenta, ameaça, manipula, chantageia e ignora”. Já o Bullying racista “aponta que toda a ofensa que resulte da cor da pele, de diferenças culturais, étnicas ou religiosas”. O físico “é puxar, pontapear, bater ou outro tipo de violência física”. O Bullying verbal, “é, lançar calúnias ou gozar com algumas características particular do outro, tipo gordo, caixa de óculos, trinca espinhas, etc.” As formas de agressão são “a falta de respeito, espalhar história humilhantes, ameaçar ao enviar mensagens ameaçadoras, captar e difundir imagens ou mensagens, mentir, excluir ou ignorar os colegas, bater, empurrar, dar pontapés, insultar e chamar nomes”. Os locais onde poderão acontecer este fenómeno, são “nas casas de banho, junto ao portão da escola, nas paragens de autocarro, no recreio, no corredor e nas escadas, na cantina, no caminho para casa”. As estratégias de intervenção passam pela necessidade de “dotar as instituições escolares de novas competências, integração de técnicos especializados, melhorar as infra-estruturas nas escolas, supervisão nos recreios, supervisão em casa na televisão e videojogos, computadores, porque poderão ser a fonte de origem dos conflitos”. Carlos Barroso

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