O Grupo Parlamentar “Os Verdes” enviou uma carta à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha onde transcreve a resposta a uma pergunta que havia feito ao Ministério do Ambiente sobre a Lagoa de Óbidos em Fevereiro. Na resposta lê-se que o orçamento em 2009, para intervenções de requalificação da Lagoa de Óbidos, é de 1.222.500,00 euros com comparticipação Comunitária de 500.000,00 euros, descrevendo que em 2005 foi de 107 mil euros, em 2006 de 48 mil euros, em 2007 de 1,1 milhões de euros e em 2008 1,7 milhões de euros, para elaboração de Planos de gestão ambiental da Lagoa de Óbidos, estudos de impacte ambiental, e recuperação ambiental das margens da Lagoa de Óbidos, cuja obra, refere a resposta, deverá estar concluída no final de Abril. Na missiva é igualmente referido que “a intervenção de dragagens previstas foi objecto do plano de gestão ambiental da Lagoa de Óbidos, elaborado pelo LNEC, e sobre o documento foi realizado um estudo de impacte ambiental”. Neste plano, prevê-se “a remoção de 1,5 milhões de metros cúbicos de areias e lodos dos canais de maré principais em duas zonas distintas, uma na parte superior correspondente à área de montante da Lagoa, aos Braços da Barosa, Bom Sucesso e à foz do Rio Real, onde se encontram depositados finos”. A segunda parte da intervenção será “na parte inferior correspondente à área de jusante da Lagoa, aos canais principais, transversais e à embocadura”. No documento é também apontado que de dez em dez anos sejam feitas dragagens de manutenção de fundos. Sobre a deposição dos dragados deste estudo, são apontadas duas alternativas. “A primeira prevê a deposição numa área de localizada na margem direita do Rio Real, numa zona artificializada pelos depósitos de dragagens anteriores”, enquanto que “a segunda alternativa prevê a distribuição dos dragados por duas áreas, uma na margem esquerda do Rio Real no concelho de Óbidos e outra na margem direita do Rio Cal no concelho das Caldas”. Os dragados provenientes da zona inferior da Lagoa “serão colocados em reforço do cordão dunar”. Já sobre os dragados contaminados, “existentes sobretudo no Braço da Barosa, terão tratamento próprio e específico de acordo com a legislação em vigor, antes de serem depositados em local apropriado”, cuja solução “ainda está por projectar”. Na mesma sessão da Assembleia Municipal, o porta-voz da Comissão de Linha de Água e Ambiente das Caldas da Rainha, perguntou quando será comprada uma draga para intervir permanentemente na Lagoa, uma vez que existem notícias que dão como certo uma intenção da Câmara das Caldas em querer adquirir este equipamento. Na resposta, Fernando Costa apontou que as obras da embocadura são competência do INAG, revelando que “o que é preciso é fazer as obras. A aberta está quase a fechar. Está a entrar pouca água na Lagoa. Houve uma reunião na Foz do Arelho para as obras, apresentámos um pedido para fazer as dragagens na zona da embocadura com draga própria ou por uma de um concurso, para melhorar a aberta e pôr areia na praia, mas ainda não obtivemos resposta”. “A curva que a aberta faz limita a entrada e saída de água. Há muitos lodos a aparecerem na Lagoa porque a água não chega a todo o lado. A nossa posição é forçar o INAG a intervir na embocadura”, declarou o socialista Jorge Sobral. Carlos Barroso
Deputados querem forçar INAG a intervir na embocadura da Lagoa
29 de Abril, 2009
O Grupo Parlamentar “Os Verdes” enviou uma carta à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha onde transcreve a resposta a uma pergunta que havia feito ao Ministério do Ambiente sobre a Lagoa de Óbidos em Fevereiro. Na resposta lê-se que o orçamento em 2009, para intervenções de requalificação da Lagoa de Óbidos, é de 1.222.500,00 […]
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