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Preservação do património motivou conversa no CCC

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No “À Conversa com Pedro Ribeiro”, a 18 de Março no CCC das Caldas da Rainha, o engenheiro convidado lamentou que se tenham perdido alguns ícones caldenses, alguns dos quais já não chegou a conhecer quando se mudou para a cidade. Essa descaracterização ficou patente num pequeno filme da autoria de Pedro Bernardo apresentado no […]
Preservação do património motivou conversa no CCC

No “À Conversa com Pedro Ribeiro”, a 18 de Março no CCC das Caldas da Rainha, o engenheiro convidado lamentou que se tenham perdido alguns ícones caldenses, alguns dos quais já não chegou a conhecer quando se mudou para a cidade. Essa descaracterização ficou patente num pequeno filme da autoria de Pedro Bernardo apresentado no início desta sessão, no qual aparecem uma série de fotografias edifícios e ruas da cidade. “É um filme que perturba, porque andamos pelas ruas e por vezes nem nos apercebemos do caos que se vive”, referiu o engenheiro. No entanto, Pedro Ribeiro quis fazer uma apresentação pela positiva, falando daquilo que se pode fazer no futuro. Até porque, salientou, é algo que não acontece só nas Caldas, mas em todo o mundo. Enquanto “filho adoptivo” das Caldas da Rainha, o engenheiro tem-se entusiasmado cada vez mais com esta cidade, até pelo que tem descoberto através de conversas com outros caldenses. “É uma cidade que tem algo que é diferente”, considera. A comunicação baseou-se numa apresentação fez em Alcobaça num encontro sobre património e a engenharia, mas que adaptou para o CCC e para as Caldas da Rainha. Pedro Ribeiro pretendeu desmitificar a ideia de que os edifícios antigos são “um amontoado de pedras que se estão a desfazer”. Por isso, muitas vezes os seus proprietários esperam anos e anos que um prédio caia para poder construir algo de novo. Mas na verdade, a recuperação pode ser um melhor negócio (utilizando os mesmos materiais, como a madeira, por exemplo) e dar azo ao orgulho de se poder ter uma casa centenária, beneficiando também o tecido urbano, defendeu. Até a um passado recente, só se valorizava a preservação dos monumentos enquanto património, mas já existe uma sensibilidade diferente para com outros edifícios, como os de habitação. “Mas o que interessa é preservar o que está. Não é deitar abaixo e reconstruir”, salientou. Esta foi a primeira comunicação co-organizada pela associação PH – Património Histórico e o CCC, no âmbito da iniciativa “À Conversa com…”.

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