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Exposição com robôs em Óbidos

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A galeria novaOgiva, em Óbidos, recebe, de 20 de Março a 24 de Maio, a exposição ROBOT ARTe, com a obra de Leonel Moura, artista plástico que, em 2009, é embaixador de Portugal no Ano Europeu da Criatividade e Inovação. Leonel Moura tem desenvolvido um trabalho de reflexão que relaciona a actividade plástica com a […]
Exposição com robôs em Óbidos

A galeria novaOgiva, em Óbidos, recebe, de 20 de Março a 24 de Maio, a exposição ROBOT ARTe, com a obra de Leonel Moura, artista plástico que, em 2009, é embaixador de Portugal no Ano Europeu da Criatividade e Inovação. Leonel Moura tem desenvolvido um trabalho de reflexão que relaciona a actividade plástica com a inovação tecnológica, tendo na criatividade o suporte para a sua proposta de intervenção artística. Nesta exposição estão patentes as diversas vertentes do trabalho do artista, nomeadamente, pintura, RAP (Robotic Action Painter) a pintar e uma instalação de Robôs Insectos. Leonel Moura, nascido em Lisboa, em 1948, tem desenvolvido nestes últimos anos o seu trabalho com robótica e inteligência artificial. Em 2003 criou a primeira geração de robôs pintores capazes de produzir, de forma autónoma e baseados no comportamento emergente, obras de arte originais. Em 2006 cria o RAP. Este robô, para além da produção de pinturas, decide por si próprio o momento em que a estas estão terminadas e assina. Constrói também, em 2006, o ISU (o robô poeta) que constrói composições pictóricas, com letras, palavras e manchas de cor, muito ao estilo da Poesia Concreta e do Letrismo, de onde retira o seu nome em homenagem a Isidore Isou, criador deste movimento. Para além da arte robótica, Leonel Moura dedica-se igualmente à arquitectura e tem produzido uma continuada reflexão sobre Criatividade, Inovação e a Cidade na linha do conceito das Cidades Criativas. “Os meus robôs não têm qualquer informação prévia sobre o ambiente, nem recebem informação de fora. O seu conhecimento do ambiente é tão dinâmico quanto a própria pintura que começa com um espaço totalmente em branco e mais tarde se enche de formas e cores. Os robôs pintores vão adaptando o seu comportamento às alterações do ambiente, no início movendo-se de forma aleatória, mais tarde concentrando-se em determinadas áreas com maior expressão plástica. Em certa medida navegam entre o indeterminismo e o determinismo, mas por mote próprio e não através de qualquer comando previamente definido. O que para efeitos do meu projecto é decisivo. Porque só assim se garante o pressuposto conceptual da autonomia que me permite afirmar que os robôs realizam a sua própria pintura e não uma que eu tenha definido previamente ou que tenha imposto por via de um qualquer condicionalismo ambiental. A programação, que existe naturalmente, é concebida de forma a garantir que o robô decida por si mesmo se pinta, quando e com que cor. Daí que cada pintura seja sempre inteiramente original e irrepetível”, descreve Leonel Moura.

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