A Crise: E Agora? De conversa em conversa, de jornal em jornal, de noticiário em noticiário, de televisão em televisão, ultimamente a palavra mais utilizada é a Crise, como representação da nossa realidade social, nacional e mundial. Questionam-se soluções, efectuam-se fóruns mundiais em busca de uma saída, no entanto, a solução encontra-se bem longe dos dirigentes mundiais. Veja o que a Doutrina Espírita tem a dizer sobre esta matéria. Desde tempos imemoriais que o homem objectivou como meta para sobreviver, ter êxito e sentir-se bem, alcançar o poder, nos seus imensos meandros. Ora é o marido déspota que almeja dominar a esposa e família, ora o negociante inescrupuloso que busca o poder no seu pé de meia avantajado, ora o político local que procura tirar partido da sua posição social, ora os políticos a nível nacional, ora esta ou aquela classe com mais ou menos capacidade de exercer “lobby” em favor do seu espírito corporativo, enfim, este “modus operandi”, é prática corrente desde tempos imemoriais. O ser humano foi evoluindo tecnologicamente, rompeu os céus em naves espaciais, criou tecnologia de ponta que mata com precisão em questão de metros, que corrige problemas orgânicos com instrumentos quase microscópicos, rompeu as barreiras de comunicações com as várias gerações de telemóveis, está a adentrar a área da nanotecnologia, no entanto, em termos morais, o Homem mantém uma moralidade muito primitiva, onde o seu ego predomina sobre tudo, levando uma vida materialista, sem qualquer horizonte existencial “post mortem”. Num processo de auto-fascinação, o ser humano vê-se como todo-poderoso, ao ponto de poder matar, invadir terrenos alheios, roubar, manipular, mentir, humilhar, dominar, esquecendo-se de que em breve, o seu corpo físico será sepultado, e que a vida continua no mundo espiritual, onde terá de se enfrentar com a sua consciência. Assim sendo, e após 1857, em que a pesquisa espírita matou a morte, demonstrando à saciedade a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos espíritos, a reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados, aquilo que as religiões tradicionais mostravam como crenças, passou a estar demonstrado cientificamente, pela ciência espírita. Modernamente, universidades pelo mundo inteiro, cientistas e pesquisadores não espíritas, têm vindo a comprovar as assertivas espíritas, no sentido de que tudo aponta para que a vida continue após a morte do corpo de carne, tamanhas são essas evidências. Não serão os fóruns mundiais, pejados de dirigentes corruptos, comprometidos uns com os outros, materialistas, egoístas, que resolverão o problema social que estamos a viver, mas somente uma mudança de atitude interior de todos nós – fazer ao próximo o que gostarias que te fizessem (Jesus de Nazaré) – alterará o espectro mundial de crise, que é essencialmente crise de valores, crise de moralidade, crise de ética, crise de honestidade. O Espiritismo é a doutrina do optimismo, mostrando ao Homem que, o nosso futuro será cada vez mais brilhante e, que a solução dos problemas, passa pela transformação íntima de cada um, sem se preocupar em mudar os demais. Com essa consciência espiritual que o Homem terá, da sua imortalidade, da realidade da reencarnação, ele tornar-se-á um ecologista da alma, lavando os sentimentos na prática diária da caridade, tornando-se assim melhor e, tornando melhor os que o rodeiam, bem como o espaço físico com o qual interage. Já os espíritos superiores referem que, a humanidade tem o livre-arbítrio, mas que a evolução é o seu fim inevitável, podendo ser efectuada voluntariamente, pelo Amor, ou coercivamente, pela dor. Cabe a cada um de nós escolher o caminho do nosso futuro, dentro da assertiva de Jesus de que «a semeadura é livre mas a acolheita é obrigatória». José Lucas
Crónica Espírita
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