Avisa que concorre para ganhar. Manuel Isaac é o candidato do CDS/PP à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e diz que não tem medo de Fernando Costa, de quem se queixa de tê-lo chamado de “mentiroso” em anteriores eleições autárquicas, quando foi candidato à Junta de Freguesia de Santa Catarina. “Fui chamado de mentiroso quando foi prometido a uma pessoa de um lugar da freguesia de Santa Catarina que se aceitasse ser candidato, a Câmara daria dinheiro para essa associação. Eu só vim relembrar que a Câmara tem protocolos com as associações e não é o presidente da Câmara que dá dinheiro”, recorda. Agora candidato à presidência da Câmara, Manuel Isaac espera que seja “uma campanha pela verdade e pela frontalidade”. O objectivo eleitoral “é ganhar”. “Eu venho para lutar de igual por igual”, declara, não se deixando intimidar pela diferença de votação entre os dois partidos nas Caldas da Rainha. “Deixem-me sonhar” ou “prognósticos só no fim do jogo”, são as respostas que dá quando confrontado com a grande distância de votos entre o PSD e o PP. “Acho que está tudo em aberto”, refere. Concorre com vontade de inverter a gestão autárquica, da qual é bastante crítico. “A gestão que tem sido exercida ao longo destes anos pelo actual presidente da Câmara está gasta e não tem sintonia com os novos tempos. Tem de mudar com outro presidente. Não podemos gerir uma Câmara só em prol de chegar ao fim do ano e a grande bandeira ser a sua gestão financeira e os números é que contam. Para nós o que conta são as pessoas e o bem-estar delas”, afirma Manuel Isaac. É por isso que o candidato propõe, desde já, a criação de um “gabinete de crise”, como o envolvimento de várias entidades, como o Centro de Emprego, as associações industrial e comercial, e sindicatos, para fazer face ao desemprego e à precariedade do trabalho. “A Câmara das Caldas não tem planeamento em todas as áreas, não se sabe onde se vai ficar isto ou aquilo. São tomadas medidas avulso. Veja-se o exemplo do novo hospital e as várias localizações que foram sendo propostas, sem que se definisse logo à partida. Há quantos anos estamos à espera do plano para a zona histórica da cidade? Não houve reabilitação do centro histórico. O centro da cidade está abandonado. Por isso é que de noite está tudo deserto. É preciso levar as pessoas a habitarem ali e incentivar as obras com isenção de taxas e IMI, e com comparticipações da autarquia a quem não tenha possibilidade de realizar as obras. Faltam espaços verdes e árvores nas ruas das Caldas. O betão não é qualidade de vida”, sustenta. Os candidatos à Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia vão agora ser escolhidos por Manuel Isaac. Sugestões pela Internet O CDS/PP das Caldas da Rainha está a desenvolver um novo sítio na Internet, em www.cdscaldas.org, com um formulário onde os munícipes podem entrar em contacto com o partido para “enviar as sugestões e as preocupações, de forma a que possamos dar voz activa a quem já sente na pele as aflições do dia a dia”. Novo hospital Manuel Isaac defende a construção do Hospital Oeste-Norte na estrada antiga da Foz, ao pé da fábrica de sabão, ou então mais à frente, na estrada que liga o cemitério novo até à estrada da Foz. “Estão ali terrenos do lado esquerdo com muitos hectares, com valor baixo por serem Reserva Ecológica Nacional, em que ninguém pode fazer nada a não ser para o bem público. Junto ao CENCAL já lá estão muitas unidades e é meter o hospital praticamente dentro da cidade, mas votei a favor a compra de terreno porque pode servir para qualquer equipamento, mesmo que não vá para lá o hospital”. Lagoa de Óbidos “A culpa é dos presidentes de Câmara de Óbidos e Caldas porque são as suas entidades que mandam na Lagoa a nível local”, acusa. “São precisas dragagens, porque é a única coisa que no momento pode resolver”, argumenta. “Se eu for presidente da Câmara vão existir parcerias entre as duas autarquias e não só no que diz respeito à Lagoa, mas em muitas vertentes. Deve haver entendimento e não guerras”, manifesta. Perfil Manuel Fialho Isaac é natural das Caldas da Rainha, tem 49 anos, é casado e tem uma filha. Exerceu funções políticas como secretário da Junta de Freguesia de Santa Catarina. Actualmente é membro da Assembleia de Freguesia de Santa Catarina e deputado na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha. Profissionalmente, é empresário e sócio-gerente das empresas Bobiabate, Lda, Jaime Isaac José, Lda, Sky Motors, Lda e JM Brasil, Lda. É também presidente da Ambioeste e dirigente da Bovicob. Francisco Gomes
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