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Evolução das Espécies (Parte I)

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No dia 12 de Fevereiro comemorou-se o bicentenário do nascimento de Charles Darwin. Foi de facto nesta data do longínquo ano de 1809 que nasceu em Shrewbury, Inglaterra o naturalista que com o seu livro a “Origem das Espécies”ficou para a posterioridade pela autêntica revolução que provocou na biologia. A sua teoria, vista agora, é […]
Evolução das Espécies (Parte I)

No dia 12 de Fevereiro comemorou-se o bicentenário do nascimento de Charles Darwin. Foi de facto nesta data do longínquo ano de 1809 que nasceu em Shrewbury, Inglaterra o naturalista que com o seu livro a “Origem das Espécies”ficou para a posterioridade pela autêntica revolução que provocou na biologia. A sua teoria, vista agora, é de uma simplicidade tão evidente que admira como ninguém antes dele tivesse pensado nisso. Conhecida a sua teoria de evolução das espécies por selecção natural, parece-nos por demais evidente que desde a sua origem, já lá vão vários milhões de anos, o ser vivo teve duas finalidades primordiais: a primeira era manter-se como ser vivo e para tal precisava de se alimentar pois a manutenção requer energia, e também para se defender contra todas as contrariedades adaptando-se ao meio ambiente quase sempre hostil. A segunda finalidade era procriar-se para evitar a extinção da espécie. Para cumprir estas duas cláusulas vitais teve que lutar. Esta luta sem tréguas, de contínua adaptação, deu origem a aquilo que Darwin chamou a Evolução. A primeira vista parece que esta evolução se deu de uma forma harmónica, pré-programada, porém, na verdade tratou-se de uma luta árdua. Ao longo de milhares de anos houve constantes avanços e retrocessos, recomeços vários desde a estaca zero, até que, aos poucos, foi-se elaborando a árvore filogenética da vida. Passando de simples combinações de elementos químicos para dar complexos orgânicos, passando de seres unicelulares para complicados seres pluricelulares, chegou a expressão máxima de evolução que é o homem moderno. Durante esta longa caminhada muitas espécies soçobraram extinguindo-se irremediavelmente. Outras, como algumas bactérias, suspenderam a sua evolução mantendo-se inalteráveis no estádio que ainda se encontram presentemente. Noutras a evolução continuou, sempre lentamente, até se diversificarem em espécies várias que constituem a actual expressão da vida, e que hoje para comodidade de estudo distribuímos grosseiramente em cinco reinos sem todavia haver uma linha divisória nítida entre eles. São o reino animal que inclui o homem, o vegetal que junta as diversas árvores, o fungos que abrange os cogumelos, o protista que inclui todos os protozoários e por fim o monera que engloba as bactérias e as cianobactérias. Se analisarmos qualquer ser vivo, seja ele pertencente a qualquer dos reinos citados, veremos que todos eles são constituídos de camadas apostas como estamos habituados a ver, por exemplo, numa cebola. Cama camada corresponde a uma etapa de evolução, sendo que o ser mais evoluído, que é o homem moderno, terá um maior número de camadas. Se desbastarmos um ser vivo camada por camada, de fora para dentro, recuando assim milhões e milhões de anos na escala evolutiva, chegarem a um núcleo central que é comum para todos os seres vivos quer eles sejam homens, aves, peixes, minhocas, eucaliptos, cogumelos ou bactérias. A teoria evolutiva de Darwin diz precisamente isso: ao núcleo central foram-se apondo novas camadas que correspondem as diversas fases de evolução, começando por seres unicelulares, seguindo-se sucessivamente os pluricelulares simples e outros já mais complexos como plantas, peixes, batráquios, répteis, aves, mamíferos, até o máximo da evolução actual: o homem. Assim todos os seres que mencionámos são nossos antepassados… Agostinho Fernandes

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