A classe dos enfermeiros portugueses esteve na passada sexta-feira em greve “pela negociação efectiva” da carreira de enfermagem e contra a “degradação das condições de trabalho”. De acordo com os dados revelados pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), no hospital das Caldas da Rainha 43,5 por cento dos enfermeiros não compareceram ao trabalho. Nos outros dois estabelecimentos de saúde que constituem o Centro Hospitalar Oeste Norte, no hospital de Peniche, o SEP dá conta de uma adesão de 100 por cento durante a madrugada enquanto que em Alcobaça a adesão situou-se nos 50 por cento. O SEP acusa o ministério de “não pretender legislar as Carreiras Especiais da Saúde, designadamente a de Enfermagem, até às eleições legislativas”, situação que afirma não poder permitir e, por isso, decidiu avançar para a greve. Segundo o SEP, foram afectadas cirurgias programadas, consultas externas e serviços prestados nos centros de saúde. Assegurados estiveram os serviços de urgência, uma vez que os serviços mínimos têm, por lei, de ser garantidos. O protesto não deverá ficar por aqui, já que os enfermeiros avisaram que vão radicalizar a contestação a partir de Março.
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.




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