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Autarca da Foz do Arelho alerta para eventual interdição da praia

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António Barros, deputado da CDU, defendeu na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha que “é chegada a hora para a convergência na acção entre os municípios envolvidos mais directamente para que a Lagoa de Óbidos e a praia da Foz do Arelho continuem a ser uma fonte de rendimento, um local de convívio com a […]
Autarca da Foz do Arelho alerta para eventual interdição da praia

António Barros, deputado da CDU, defendeu na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha que “é chegada a hora para a convergência na acção entre os municípios envolvidos mais directamente para que a Lagoa de Óbidos e a praia da Foz do Arelho continuem a ser uma fonte de rendimento, um local de convívio com a natureza e possa também ser um legado que deixaremos às gerações futuras”. O comunista interrogou se a solução é ou não a colocação de sacos de areia para a estabilização da praia da Foz do Arelho. Também Jorge Sobral aproveitou para questionar a autarquia sobre “qual o calendário das intervenções a realizar e quais são, e se está nos planos intervenções agressivas como foram feitas no lado sul”. “Pessoalmente não gostamos dessa solução dos sacos”, disse, considerando que “só numa situação muito provisória é que aceitamos a colocação de sacos”. O presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, Fernando Horta, manifestou que “a pior coisa que se poderia fazer à Foz do Arelho era colocarem sacos a proteger a margem”. “Não é só pelo impacto negativo dos sacos, mas é também pelo facto de ao se colocarem os sacos a praia vai ser interdita, porque a água em contacto com os sacos cria um dique e isso é perigoso. Logo, as autoridades interditam a praia”, alertou. Fernando Horta explicou ainda que aceita os sacos agora, se em Maio forem retirados, mas afirmou que “o INAG não deu essa garantia”. “O INAG vinha apenas com a solução dos sacos como um facto consumado. Mas eu pedi para o LNEC vir sustentar esta solução e até agora nada foi feito. Dão a solução e não dão a cara por ela”, referiu. Fernando Horta indicou que “o barulho da comunicação social e as perguntas dos deputados na Assembleia da República levaram a que a solução não passe pela colocação de sacos”. Manuel Isaac, deputado do CDS-PP, afirmou que o problema passa pelo facto da Lagoa ter registado ausência de dragagens nos últimos tempos e dos sucessivos adiamentos para uma nova dragagem. Para o presidente da Câmara, Fernando Costa, “o mar está a levar a praia e as dragagens não resolvem o problema”. O presidente da Câmara reforçou ainda que está de acordo com a posição de Fernando Horta, sustentando que “os sacos eram um desastre, mesmo numa emergência eram uma má solução”. Mário Pacheco interveio para lembrar que foi lançado o Observatório da Lagoa, uma iniciativa que começou e acabou, pedindo para que alguém seja responsabilizado. “Eu sou defensor do Observatório da Lagoa porque nunca é avaliado o tipo de obras que são feitas na Lagoa. Gastam-se verbas em estudos e mais estudos e ninguém é responsabilizado”, comentou. O socialista manifestou ainda que está correcta a posição da Câmara das Caldas em aceitar 50% dos dragados e Óbidos receber os restantes 50%. Mário Pacheco salientou ainda que não são só Caldas e Óbidos que têm influência na Lagoa, lembrando que aparece mais areia na Lagoa porque é arrastada pelos rios que vem de outros concelhos. Carlos Barroso

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