O estacionamento, as contrapartidas, as reclamações de moradores e comerciantes, a garantia bancária por causa da queda da parede do Hotel Lisbonense e a forma como está a ser erguido foram assuntos debatidos na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha. António Barros, deputado da CDU, levantou uma questão sobre “o caos benigno” do tráfego no Bairro Lisbonense, lembrando a reunião com os moradores daquele espaço na autarquia, onde foi debatida a instabilidade vivida naquele local por causa das obras e agora com a abertura do Vivaci. “Há comerciantes que podem vir a encerrar a sua actividade. Há moradores que afirmaram ser vergonhoso o que ali se passa. É uma tortura e um drama para sair das nossas casas, disseram. Há empresas que ameaçam deslocalizar-se para Óbidos, mas foi um caos benigno o que o senhor presidente da Câmara disse”, recordou o comunista. O deputado disse que “comparar o caos e degradação habitacional com a solução é um absurdo”, porque, justificou, “em outras situações colocou-se a questão pública e neste caso pôs-se em causa a coisa pública para privilégio de um grupo privado”. “Isto poderia ter sido evitado se tivesse sido elaborado um planeamento eficaz onde fossem chamados os moradores, comerciantes e a Junta de Freguesia, que se demitiu dessa responsabilidade”, declarou. “As contrapartidas não passam de um presente envenenado para justificar as benesses aos grandes grupos”, denunciou. O comunista disse ainda que continua à procura dos 1,2 milhões de garantia bancária a que a empresa se comprometeu se a fachada do Hotel Lisbonense fosse derrubada. “Se não foi isso que foi decidido nesta Assembleia então têm de alterar o que aprovaram, porque só ficaram lá dois bocados de parede em pé”, acrescentou. Lalanda Ribeiro, em representação do PSD, afirmou que “foi aprovado se não ficassem de pé mais de duas paredes e temos duas paredes em pé. Não se especificava na deliberação se era a parede lateral, traseiras ou da frente. Houve duas paredes de pé e penso que o senhor deputado não tem razão naquilo que está a afirmar”. António Barros recordou que o que esteve sempre em discussão “foi a fachada principal e a fachada sul. O que se permitiu foi o derrube da fachada norte ou da fachada poente e por isso é que foi criada a contrapartida de 1,2 milhões. Isto foi debatido em sede de comissão e por isso os senhores deputados podem dar as cambalhotas que quiserem porque já vi que a Câmara não está em condições de pedir aquilo que aqui aprovámos”. Mário Pacheco, do PS, denunciou que “a parte traseira do edifício alongou cerca de três metros”. “Aquele edifício deveria ser reconstruído e não com uma bochecha atrás”, manifestou, para defender que “o que está a ser feito viola o PDM”, reafirmando que “a Assembleia não aprovou que fosse rebentada a parede de trás”. Alberto Pereira, do PSD, leu a acta da comissão onde é escrito que “os deputados do PSD apresentaram a proposta de serem demolidas duas paredes com a garantia de requalificação do Hotel para quatro estrelas e cem lugares de estacionamento e uma caução de 1,250 milhões de euros como garante das duas restantes fachadas”. “Está aqui muito claro, aquilo que foi aprovado que era a garantia de duas paredes”, indicou. Maria da Conceição, na qualidade de vice-presidente, declarou não compreender a presença do deputado numa reunião para moradores do Bairro Lisbonense. “O senhor deve morar naquela zona ou deve ter lá uma loja porque esteve presente quando a Câmara convidou os moradores daquele Bairro. Se não estava como morador não sei se estava como conselheiro”, afirmou. Maria da Conceição descreveu também que o Bairro Lisbonense “era uma zona degradada” e que as pessoas reclamavam uma requalificação. “Hoje, concerteza, isso não acontece e até o valor das casas é outro. Isso tem outros transtornos, mas eu já fui lá e estacionei no exterior com a maior das facilidades”, assumindo no entanto que “ao fim-de-semana é complicado estacionar”. A vice-presidente desafiou ainda o deputado Mário Pacheco a dizer qual é ilegalidade do PDM que está a ser violada no Hotel Lisbonense. Carlos Barroso
Polémica na Assembleia Municipal com a reconstrução do Hotel Lisbonense
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