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Pastelaria Machado – uma referência nos doces e no bolo-rei

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O Bolo-Rei é uma referência na noite da Consoada e depois no Dia de Reis e a Pastelaria Machado é uma menção na arte de fazer este doce, numa altura em que está prestes a comemorar 160 anos. Peregrina Molares, proprietária da Pastelaria Machado, recordou que a casa que agora dirige começou com as “irmãs […]
Pastelaria Machado – uma referência nos doces e no bolo-rei

O Bolo-Rei é uma referência na noite da Consoada e depois no Dia de Reis e a Pastelaria Machado é uma menção na arte de fazer este doce, numa altura em que está prestes a comemorar 160 anos. Peregrina Molares, proprietária da Pastelaria Machado, recordou que a casa que agora dirige começou com as “irmãs Faustas” e agora, por força de muitos clientes, principalmente de fora da cidade, é uma casa de referência. “Temos muitos clientes das Caldas que tomam o pequeno-almoço e lancham aqui, mas a maioria dos clientes são pessoas de fora e que passam na cidade”, descreveu. Peregrina Molares apontou que as especialidades da casa são as trouxas, raivas, cavacas, bolo-rei e outros doces, que já mereceram vários prémios no país e no estrangeiro. A Pastelaria Machado comemora também cem anos de participação numa Exposição Internacional no Rio de Janeiro, Brasil, onde recebeu um prémio de grau prata pelas suas trouxas-de-ovos. “É um feito, porque as trouxas foram feitas aqui e foram de barco até ao Brasil numa lata de chapa feita manualmente. Viajaram por todo o oceano e foram conservadas em banho-maria”, relatou a proprietária, que conta esta história que lhe foi transmitida em pequena. A Pastelaria Machado foi ainda galardoada com a medalha de honra grau Ouro em várias exposições que realizou nas Caldas, primeiro num pequeno estabelecimento perto do Hospital Termal pelas Irmãs Faustas e mais tarde nas instalações actuais, mantendo sempre o método tradicional. O bolo-rei é das peças mais procuradas nesta época, a par das lampreias e trouxas-de-ovos. Peregrina Molares, sem medo de revelar alguns dos seus segredos, indicou, por exemplo, que a massa do bolo-rei demora pelo menos oito horas a levedar e que as manteigas e fermentos são todos tradicionais. Este bolo está carregado de simbologia, muito sinteticamente pode dizer-se que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. A côdea (a parte exterior) simboliza o ouro. Já as frutas secas e as cristalizadas representam a mirra. Por fim, o incenso está representado no aroma do bolo. A explicação para a existência da fava no interior no bolo-rei está ligada a uma lenda, que por força da intervenção da ASAE já não pode ser cumprida, mas consta que quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si o direito de entregar ao Menino os presentes que levavam. Como estes não conseguiam chegar a um acordo, um padeiro, para pôr termo à discussão, propôs fazer um bolo com uma fava no interior da massa, em seguida, cada um dos três magos do Oriente pegaria numa fatia, o que tivesse a sorte de retirar a fatia que possuísse a fava ganharia o direito de entregar os presentes a Jesus. Não se sabe qual foi contemplado com a fatia premiada, pode ter sido qualquer um dos três, Baltasar, Belchior ou Gaspar. Carlos Barroso

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