A definição do conceito de um hospital, a sua estrutura física e a sua localização são três pilares que garantem ou condicionam a sua sustentabilidade, a equidade na acessibilidade dos destinatários, e a excelência do seu contexto, concepção, tecnologia, eficiência, eficácia e efectividade. A check–list dos critérios de avaliação de terrenos para implantação de unidades hospitalares, estabelecida pelo Ministério da Saúde, é muito exigente: obriga a que o terreno seja ajustado à dimensão do hospital e cumpra a 100% todos os itens predefinidos. No processo de avaliação necessário e obrigatório os técnicos procedem à verificação e análise dos seguintes itens: inserção urbana; plano director municipal; plano de urbanização; plano de pormenor; acessibilidade; rede de transportes; restrições e servidões de utilidade pública; heliporto; segurança e salubridade; restrições ambientais do ruído; infra-estruturas existentes e futuras que se adeqúem à futura unidade hospitalar; topografia e exposição solar; dimensionamento (mínimo de 10 hectares, sempre defendi 15 hectares – vale a pena fixar esta área); configuração (se possível rectangular, em que a dimensão do lado maior não exceda o dobro do menor); características geológicas; condições de segurança pública e contra incêndios (bombeiros, GNR e PSP à distância inferior de 3 km); custos e disponibilidade dos locais (em termos de energia eléctrica, aterros e movimentações de terras; rede de águas; drenagem de rede esgotos pluviais e domésticos; rede de gás natural; disponibilidade do terreno em tempo útil – condicionantes difíceis de ultrapassar em termos burocráticos e legais). Face a estas condicionantes compete aos Municípios do Oeste Norte disponibilizar terrenos de excelência e ajustado para os efeitos pretendidos, condicionados pela sua qualidade e melhor centralidade para os destinatários: 250 000 pessoas. Não consigo compreender como é possível que se leve quase um ano depois do anúncio pelo então Ministro Correia de Campos da vontade do governo de edificar o Hospital Oeste Norte, manifestação de decisão plasmada no programa de acção para os municípios do Oeste e da Lezíria do Tejo, a realizar de 2008 a 2017): Este programa de acção inclui o novo hospital oeste norte, um investimento da Administração Central de 80 a 120 milhões de euros. O Hospital Oeste Norte e o Centro Hospitalar Oeste Norte (Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche) são duas ideias com história, inventadas e defendidas, desde Setembro de 2001. Estas foram duas ideias vencedoras, 7 anos depois. A necessidade deste novo hospital é, cada vez mais, uma evidência, do ponto de vista: conceito de hospital (moderno, humano e inteligente), tecnológico, operacional, gestão, social, turístico e económico. Estou imensamente grato aos poucos, mas bons e fiéis apoiantes, e, também, à multidão de cépticos, porque desafiaram o meu engenho quotidiano. Bem-hajam por tudo! Um obrigado especial para a Benedita e Peniche – partida e chegada das duas rotas do Hospital Oeste Norte (2006,2007). Aqui chegados lanço o desafio ao Executivo Municipal de Caldas da Rainha para que disponibilize, já amanhã, um terreno de excelência que cumpra todos os critérios da check-list e, assim, garanta o maior investimento público do Oeste Norte depois do Mosteiro de Alcobaça e do Património Termal. Senhor Presidente! Se defendo a edificação do Hospital Oeste Norte nos limítrofes da sua nobre cidade termal é porque há evidência no princípio de localização que defini em 2004: 250 camas a 25 minutos de 250 000 pessoas. Penso também que prestamos um tributo à Mui Nobre Rainha D. Leonor Senhor Presidente Fernando Costa! Cumpra o desígnio da história do Oeste Norte. Sem complexos, avance com a solução para este problema. Não deixe encalhar esta nobre nau. Os tempos não estão fáceis. Não pode haver hesitações. Adiar esta solução, neste momento, pode ser fatal. Esta é uma oportunidade histórica. Fique do lado certo da história! Não deixe para manhã o que pode fazer hoje e já devia ter feito ontem! Para um hospital de excelência europeia não serve qualquer terreno! Já perdemos tempo demais. Caldas da Rainha está a beira de poder ser, em 2010, capital europeia da saúde. José Marques, Administrador Hospitalar
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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