Cerca de três dezenas de pessoas, entre bombeiros, técnicos do ICN, Polícia Marítima, Protecção Civil, Junta de Freguesia e populares não chegaram para salvar a vida a um golfinho que deu à costa ao final da tarde do dia 26, nas quebradas de Salir do Porto. O alerta foi dado cerca das 16 horas por um pescador que avistou o animal, tendo ligado às autoridades marítimas que pediram auxílio aos bombeiros para envergarem numa verdadeira missão de resgate e salvamento. O comandante interino dos soldados da paz das Caldas, Rui Faria, até mandou tocar a sirene para que fossem mobilizados mais bombeiros, mas de nada valeu, uma vez que o animal, já no topo da arriba e quase a entrar para a carrinha que o ia transportar com vida até à sua reabilitação, acabou por falecer. Perante tais factos o desânimo de todos era total e os olhares de frustração ocuparam a cara daqueles que subiram uma ravina com mais de cem metros com o golfinho em ombros. A acompanhar esta subida estive José Vingada e Marisa Ferreira, do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos da Figueira da Foz, que administraram alguns fármacos para acalmar o animal enquanto este foi transportado, sendo ainda regado com água do mar durante toda a viagem. “Estamos todos tristes e emocionados porque houve pessoal que se empenhou a fundo nesta missão”, comentou Rui Faria. O comandante contou ainda que cerca das 17 horas foram accionados para o local, onde foi descrito que o animal estava numa zona de quebradas. “Quando chegávamos ao local indicado, já o golfinho não estava porque a maré levou-o para outro lado. Como era de noite tivemos alguma dificuldade para o descobrir, mas encontrámo-lo junto a umas pedras. Com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e de um veterinário retirámo-lo da água”, disse. José Vingada desabafou que “sentimos frustração, porque estavam aqui muitos meios e um empenho enorme em volta deste animal. Sentimos também um pouco de revolta, porque estas pessoas, Bombeiros, Polícia Marítima, Protecção Civil, não têm meios. Nós também não temos meios e é muito difícil pagarmos os custos de reabilitação destes animais. E a revolta por vezes dá lugar a alegrias, porque com as dificuldades que temos conseguimos fazer aquilo que os outros fazem com grandes meios”. O técnico explicou que o golfinho resgatado é o chamado Roaz Corvineiro. Na costa Oeste, existe um grupo familiar na zona de influência da Ilha das Berlengas mas também há indivíduos semi solitários. O animal terá cerca de três metros, é um macho com cerca de 450 quilos, parece ser adulto, porque tem muitas marcas antigas e tem os dentes relativamente desgastados. “Agora vai-se tentar perceber o que ele tinha. Se estava doente. Podia ser um animal idoso. Podia ter sido apanhado por rede, entre outras coisas, que só depois da necrópsia é que vamos perceber o que correu mal para ele aparecer aqui”, referiu. Carlos Barroso
Golfinho com três metros morreu em Salir do Porto
31 de Dezembro, 2008
Cerca de três dezenas de pessoas, entre bombeiros, técnicos do ICN, Polícia Marítima, Protecção Civil, Junta de Freguesia e populares não chegaram para salvar a vida a um golfinho que deu à costa ao final da tarde do dia 26, nas quebradas de Salir do Porto. O alerta foi dado cerca das 16 horas por […]
Golfinho com três metros morreu em Salir do Porto
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