Passagem desnivelada no Campo é a maior contrapartida exigida Foram aprovadas na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha por maioria, com 20 votos, as contrapartidas para a instalação do Centro Bordalo na cidade, tendo ainda cinco deputados votado contra e seis abstiveram-se. António Cipriano, que lidera a Comissão do Comércio na Assembleia Municipal, revelou que as contrapartidas negociadas com a Sonae para a instalação do Centro Comercial Centro Bordalo “devam ser aplicadas em obras para melhorar o trânsito em consequentes afluxos que o Centro Comercial vai provocar”. O deputado do PSD esclareceu também que as contrapartidas “devem englobar uma nova passagem desnivelada, mais concretamente no Campo, estimada em 1,5 milhões de euros”. A comissão entendeu que a comparticipação de 750 mil euros nessa obra da passagem desnivelada “será um valor razoável”. Por último, o grupo restrito de deputados sugere à Câmara “o apoio à Associação Comercial” tendo em conta o impacto negativo no Comércio Tradicional desta nova unidade. A acta foi posta em discussão, tendo o deputado do PS, Mário Pacheco, interrogado se o Centro de Saúde vai ser compatível com um Centro Comercial desta envergadura, apelando à “deslocalização do edifício”. Por outro lado, o deputado revelou que votaria contra o parecer, tendo por base que em outros Municípios onde se estão a instalar grandes superfícies, “os valores das contrapartidas são mais elevados”. Alberto Pereira, do PSD, defendeu que a Câmara deve ajudar a Associação Comercial, lembrando duas obras de grande impacto, como são os casos do parque de estacionamento na Avenida e a requalificação da Praça da Fruta. “Estas obras vão valorizar o Comércio Tradicional e vão revitalizar toda a zona. Isto é uma ajuda ao Comércio Tradicional”, esclareceu. O deputado considerou que a recuperação do Centro Histórico “é mais uma ajuda para o Comércio Tradicional”. Recordou também que a Câmara tem avançado com o Plano para o Centro Histórico, justificando que “a celeridade do processo está pendente de entidades externas à autarquia”. ” No final da votação, António Barros, da CDU, declarou que votou contra porque não viu nenhuma garantia relacionada com o Centro de Saúde e por outro lado não acredita nas contrapartidas para o Comércio Tradicional. Rogério Rebelo também declarou a sua abstenção por considerar a verba muito pouca relacionada com outras contrapartidas que foram pedidas a outras empresas, dando o exemplo da FDO, que teve de construir um Hotel, numa obra muito superior. Carlos Barroso
Construção do Centro Bordalo
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