Os responsáveis do hipermercado Modelo das Caldas da Rainha realizaram uma simulação de evacuação com o cenário de um incêndio nas instalações da infra-estrutura que movimenta diariamente centenas de pessoas, entre clientes e funcionários. No cenário montado havia um incêndio na zona da padaria, de onde resultou um ferido grave, um dos trinta clientes que estavam a ser encaminhados para a saída do edifício. Contudo, no momento da evacuação o cliente caiu e ficou com uma fractura exposta grave nos membros inferiores e permaneceu imobilizado. Os bombeiros voluntários das Caldas da Rainha, com três viaturas e equipas de busca e salvamento, emergência médica e extinção a fogos urbanos e industriais, resgataram o ferido e apagaram as chamas. Segundo Rui Faria, adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários das Caldas, este tipo de exercício “é o teste de eficácia dos meios dos edifícios”. “O exercício da parte dos bombeiros correu bem, mas gostamos de aprender com os erros nestas alturas para quando tivermos uma situação real agirmos em conformidade. Este tipo de exercício requer alguma disponibilidade por parte dos bombeiros e por isso é uma mais valia actuar e treinar no edifício do Modelo, porque não é um local acessível todos os dias e visitarmos os armazéns, escritórios e corredores de acesso é importante para um conhecimento futuro”. Rui Faria assegurou que os bombeiros voluntários “têm vindo a receber muitas solicitações para mais exercícios”, nomeadamente em indústrias, apontando que “há uma disponibilidade para fazermos simulacros nestes edifícios ou em qualquer outro”. O responsável recordou que “todos enquanto cidadãos têm a responsabilidade da Protecção Civil e devem colaborar. Quando forem a um Centro Comercial devem ser os primeiros, por questões de cidadania, a denunciar uma qualquer falha de segurança e avisar as autoridades”. “Hoje temos uma preocupação extra com a segurança e isso é cada vez mais notório nas pessoas e nos agentes mobiliários”. Também presente neste exercício, mas como agente avaliador, o comandante distrital das Operações de Socorro, José Manuel Moura, considerou que os espaços onde há muitas pessoas a visitar e a trabalhar, “devem saber como se comportar como uma situação real”. Neste simulacro, foi testado o plano de emergência do Modelo que está aprovado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e por isso “foram avaliados os tempos de evacuação, a saída de todos os funcionários e clientes e confirmámos esta acção no ponto de encontro”. Por tudo ter corrido bem, José Manuel Moura afirmou que o Modelo actualmente é uma grande superfície segura, justificando que “em regra este tipo de infra-estruturas investe muito na segurança, visíveis pelos meios de primeira intervenção que estão expostos”. Mas continuarem a ter estes níveis de segurança, os responsáveis da Protecção Civil e socorro locais “devem conhecer estes espaços ao pormenor”. “As vistorias são feitas quando há os processos de abertura e depois quando está a funcionar há uma tendência para que os espaços sejam ocupados de uma outra maneira e por isso as vistorias devem ser feitas com alguma regularidade. Há todo o interesse para todas as forças de socorro testarem o plano de emergência”, destacou. Carlos Barroso
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.




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